O Tabloide Portugal
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
Nenhum Resultado
Ver Resultado
O Tabloide Portugal
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
Nenhum Resultado
Ver Resultado
O Tabloide Portugal
Nenhum Resultado
Ver Resultado
Home Economia

Brasil: Funcex assinala 50 anos e confirma priorizar “ciclo de afirmação internacional”

admin_794b6f0d por admin_794b6f0d
17 de março de 2026
Reading Time: 8 mins read
A A
0
Brasil: Funcex assinala 50 anos e confirma priorizar “ciclo de afirmação internacional”

António Carlos da Silveira Pinheiro, presidente da Funcex. Foto: Agência Incomparáveis

No dia em que celebra 50 anos, a Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais, com sede no Brasil, e liderada por António Carlos da Silveira Pinheiro, vive um momento simbólico. A entidade, que tem agora meio século de atividade, passa por um processo de consolidação institucional e de expansão internacional, reforçando o papel da Fundação como centro de produção técnica, formação especializada e articulação estratégica no campo do comércio exterior, com diversas parcerias estratégicas internacionais ativas.

Criada em 1976 com a missão de aproximar o setor público e o setor privado e apoiar a inserção internacional das empresas brasileiras, a Funcex tornou-se referência na produção de dados, estudos e indicadores económicos ligados ao comércio internacional. Ao longo das últimas décadas, a instituição participou em debates técnicos e contribuiu para a formulação de instrumentos centrais da política brasileira de comércio exterior, incluindo mecanismos de financiamento e promoção comercial.

Nos últimos anos, e já sob a presidência de António Carlos da Silveira Pinheiro, a Fundação tem ampliado a sua presença internacional, com destaque para a criação da Funcex Europa, em 2022, com escritórios em Portugal, e para iniciativas voltadas para a integração económica no espaço do Mercosul e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Este movimento procura posicionar a instituição como plataforma de inteligência económica e cooperação técnica entre a América do Sul, a União Europeia e os países lusófonos.

É neste contexto que a Agência Incomparáveis entrevistou o presidente da Funcex, realizada no âmbito das comemorações dos 50 anos da instituição, na qual o responsável aborda o percurso histórico da Fundação, os desafios do comércio internacional num cenário marcado por transformações geopolíticas e tecnológicas e os projetos estruturantes previstos para a próxima década.

Ao completar 50 anos de existência, que balanço faz da evolução da Fundação desde 1976 até hoje, particularmente na sua capacidade de produzir conhecimento técnico e influenciar políticas públicas no comércio exterior brasileiro?

Ao completar 50 anos, o balanço que faço é de coerência institucional com capacidade de adaptação. A Fundação foi criada em 1976 com a missão de promover a interface entre o setor público e o setor privado, produzir estudos de política de comércio exterior e apoiar a inserção internacional das empresas brasileiras. Desde o início, estruturámos duas frentes permanentes, a produção e difusão de dados e indicadores de comércio exterior e a formação de quadros especializados. Esses dados tornaram-se referência para empresas e governo, e consolidaram a Fundação como organização de interesse público. Ao longo das décadas, participámos na formulação e recomposição de instrumentos centrais da política de comércio exterior, como financiamento, seguro de crédito, regimes aduaneiros especiais e análise tarifária, contribuindo tecnicamente para iniciativas como o BNDES Exim, o PROEX e a estruturação da Apex-Brasil. A capacidade de influenciar políticas públicas decorre dessa base técnica consistente e de uma atuação contínua junto aos decisores.

A Fundação tem acompanhado de perto as dinâmicas entre Mercosul e União Europeia, incluindo o acordo birregional. Que papel estratégico pode desempenhar a instituição na qualificação técnica das empresas e na adaptação às novas exigências regulatórias europeias?

O acordo entre Mercosul e União Europeia impõe um novo patamar de exigência regulatória e competitiva. A Fundação pode desempenhar um papel estratégico ao traduzir esse ambiente normativo em informação técnica aplicável às empresas. Atuamos com estudos, diagnósticos e sistemas de inteligência que identificam oportunidades e riscos, além de capacitação direcionada para temas como regras de origem, sustentabilidade, rastreabilidade e padrões técnicos europeus. A nossa presença institucional na Europa reforça essa capacidade de mediação técnica, permitindo apoiar empresas brasileiras na adaptação às exigências comunitárias e, ao mesmo tempo, facilitar o diálogo com operadores europeus interessados no mercado sul-americano.

No espaço da CPLP, onde coexistem economias com diferentes níveis de desenvolvimento e integração internacional, que iniciativas concretas a Fundação tem promovido ou pretende desenvolver para reforçar a cooperação técnica e a formação especializada em comércio exterior?

No espaço da CPLP, a Fundação tem atuado na construção de plataformas de cooperação económica e de inteligência comercial. A criação da Funcex Europa, com base em Portugal, abriu um eixo estruturante de articulação com países lusófonos. Desenvolvemos iniciativas como o ComexData CPLP, em parceria com a Confederação Empresarial da CPLP, com foco na partilha de dados e na identificação de oportunidades de negócio. Paralelamente, avançamos com a Academia de Comércio Exterior, concebida para formação técnica especializada, e com ações de capacitação orientadas à cultura exportadora como política de Estado. O objetivo é reduzir assimetrias técnicas e ampliar a integração produtiva entre economias lusófonas.

A expansão das operações e ações na Europa, através da Funcex Europa, representa um importante ciclo para a Fundação. Quando ocorreu? E de que forma avalia os avanços já alcançados nesse eixo e que oportunidades identifica para aprofundar a presença institucional junto de centros financeiros, portos estratégicos e hubs logísticos europeus?

A internacionalização institucional ocorreu em 2022, quando obtivemos autorização para criar a Funcex Europa, com escritórios em Lisboa e Cascais. Avalio esse movimento como estruturante. A unidade europeia passou a atuar como braço operacional para apoiar empresas brasileiras na entrada no mercado europeu e, simultaneamente, facilitar investimentos europeus no Brasil. Já estabelecemos parcerias estratégicas e desenvolvemos ações de promoção comercial e articulação institucional. Vejo oportunidades claras de aprofundar a presença junto de centros financeiros, portos estratégicos e hubs logísticos, ampliando missões empresariais, inteligência de mercado e cooperação com entidades públicas e privadas europeias.

Tendo em vista a experiência desde o Uruguai, como explica o trabalho e a importância da Funcex Mercosul neste momento?

A Funcex Mercosul integra o movimento de internacionalização da Fundação, com foco na integração regional e no acompanhamento do acordo União Europeia-Mercosul. A partir do eixo sul-americano, inclusive com articulações no Uruguai, buscamos qualificar o debate técnico sobre integração produtiva, cadeias de valor e harmonização regulatória. A importância neste momento decorre da necessidade de preparar empresas e instituições para um ambiente de maior abertura e de regras mais complexas, assegurando que o Mercosul atue de forma coordenada e tecnicamente estruturada.

No caso brasileiro, como se posiciona hoje a Fundação? Em que projetos estão envolvidos e qual posicionamento pretendem manter ou avançar?

No Brasil, mantemos o posicionamento como centro de inteligência, formação e articulação estratégica. Desenvolvemos sistemas próprios de informação e análise para apoiar a tomada de decisão empresarial e governamental. Atuamos na renovação editorial da Revista Brasileira de Comércio Exterior, lançámos a publicação Negócios Internacionais in Foco e estruturámos estudos regionais, como o mapeamento por município no Estado do Rio de Janeiro. Participámos de iniciativas de capacitação digital e comércio eletrónico internacional, além de manter articulação com organismos multilaterais e fóruns como o G20. Pretendemos avançar na integração entre dados, tecnologia e formação técnica especializada.

Sobre o acordo UE e Mercosul, em que nível poderá auxiliar a Funcex?

A Fundação pode auxiliar em nível técnico e estratégico. Atuamos na produção de estudos sobre impactos setoriais, regras de origem, exigências ambientais e oportunidades de diversificação de mercados. Podemos apoiar governos e empresas na interpretação das cláusulas do acordo e na construção de estratégias de inserção competitiva. O apoio envolve dados, capacitação e diálogo institucional, reduzindo assimetrias de informação e fortalecendo a preparação empresarial.

Num cenário global marcado por tensões geopolíticas, transição energética e digitalização do comércio, quais são hoje os principais desafios para as empresas brasileiras e lusófonas no comércio internacional, e como a Fundação pode apoiar esse processo com dados, estudos e capacitação?

Os principais desafios estão relacionados ao Custo Brasil, ao financiamento, à infraestrutura, à sustentabilidade e à adaptação tecnológica. A transição energética e as novas exigências ambientais impõem padrões mais rigorosos. A digitalização redefine cadeias logísticas e modelos de negócio. A Fundação apoia esse processo por meio de sistemas de inteligência, análise de competitividade em diferentes dimensões, estudos setoriais e programas de formação. O objetivo é oferecer base técnica sólida para decisões estratégicas num ambiente de reconfiguração geopolítica e económica.

Olhando para a próxima década, que projetos estruturantes estão em preparação no âmbito da Europa, da CPLP e do Mercosul, e de que forma a Fundação pretende posicionar-se como ponte técnica e estratégica entre América do Sul, África lusófona e União Europeia?

Para a próxima década, estamos a estruturar uma atuação mais distribuída em plataformas regionais. A consolidação da Funcex Europa é central nesse processo, assim como o fortalecimento da Funcex Mercosul e o desenvolvimento de frentes como Funcex Ásia e outras iniciativas temáticas, incluindo inovação e inteligência artificial aplicadas ao comércio exterior. A Academia de Comércio Exterior reforçará a formação técnica. Pretendemos posicionar a Fundação como ponte técnica entre América do Sul, África lusófona e União Europeia, articulando dados, capacitação e promoção comercial num modelo integrado de cooperação económica internacional.

Como pretende a Funcex assinalar os 50 anos da instituição?

Os 50 anos da Fundação representam um marco muito importante na sua trajetória. A data central das comemorações é, hoje, 12 de março, quando a Funcex assinala oficialmente o seu Jubileu de Ouro, celebrando cinco décadas de dedicação ao estudo e à promoção do comércio exterior. As celebrações começaram no dia 10 de março, em Brasília, com um primeiro momento de encontro e reflexão sobre o percurso da instituição e os desafios atuais do comércio internacional. Mais tarde, no dia 25 de março, será realizado um evento solene da Fundação, especialmente dedicado à comemoração dos 50 anos, reunindo parceiros institucionais, especialistas e representantes do setor público e privado. Neste sentido, mais do que recordar o passado, estas iniciativas pretendem também olhar para o futuro da Fundação, reforçando o seu papel no debate sobre comércio internacional e na construção de pontes entre o Brasil e outros parceiros globais.

Ígor Lopes

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
Tags: afirmação internacionalanosBrasilcelebraciclocomércio exteriorconfirma priorizarfuncex assinalafundaçãoOtabloide PTPortugalrelações internacionais
Post Anterior

Embaixador de Portugal em Marrocos assinala primeiro mês em funções com agenda institucional em Rabat

Próximo Post

O Chega anunciou que vai chamar ao parlamento o governador do Banco de Portugal para prestar esclarecimentos sobre a reforma antecipada de Mário Centeno

Posts Relacionados

Porto: Câmara Portuguesa de Comércio em Minas Gerais participou em debate sobre as relações económicas entre Brasil e Portugal
Economia

Porto: Câmara Portuguesa de Comércio em Minas Gerais participou em debate sobre as relações económicas entre Brasil e Portugal

“Quem quer investir e internacionalizar tem de olhar para o Brasil”
Economia

“Quem quer investir e internacionalizar tem de olhar para o Brasil”

Pedro Ramos defende comunicação como “instrumento estratégico” para o tecido empresarial da região Centro de Portugal
Economia

Pedro Ramos defende comunicação como “instrumento estratégico” para o tecido empresarial da região Centro de Portugal

Governo tenta evitar regresso ao défice após apoios ao mau tempo
Últimas Noticias

Governo tenta evitar regresso ao défice após apoios ao mau tempo

Reabilitação urbana regista desaceleração em abril, apesar do aumento da produção contratada
Economia

Obras públicas registam forte crescimento em 2025

Economia

Portugal: Presidente da ACIEG vê acordo Mercosul-União Europeia como “marco histórico para o Brasil”

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

14 − 13 =

Outras Notícias!

Maria da Graça Carvalho afirma que Portugal está perto dos critérios para crise energética

Parlamento aprova apenas recomendações e deixa cair medidas com mais apoios sociais a alunos

Governo quer aumentar tempo de detenção de imigrantes ilegais até serem expulsos do país

Luís Montenegro, anunciou no Parlamento um conjunto de medidas de apoio para mitigar o impacto da subida dos preços da energia

O Presidente da República, António José Seguro, anunciou que as comemorações do Dia de Portugal

  • Ciência
  • Cultura
  • Famosos
  • Justiça
  • Politica
  • Sociedade
  • Tecnologia
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
Tel +351 939 895 955 - (Chamada para rede móvel nacional)

© 2024 - O Tabloide Portugal. Todos os direitos reservados. Periodicidade Registrada (Semanal) – N.º ERC 127422.

Nenhum Resultado
Ver Resultado
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial

© 2024 - O Tabloide Portugal. Todos os direitos reservados. Periodicidade Registrada (Semanal) – N.º ERC 127422.