Segundo Ventura, as críticas representam uma tentativa de censura política.
Em conferência de imprensa realizada na sede do partido, em Lisboa, o dirigente apontou diretamente posições assumidas por entidades como o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa, que manifestaram preocupação com a presença do Chega na feira dedicada à educação e orientação académica.
Ventura afirmou que pedir à organização do evento para limitar ou retirar um espaço político constitui uma forma de censura. O presidente do partido sublinhou ainda que o Chega participa na Futurália há vários anos, tal como outros partidos com representação parlamentar, apresentando materiais políticos e realizando ações de proximidade com os visitantes.
O líder partidário acrescentou que outras forças políticas presentes no evento — como o Partido Socialista, o Partido Comunista Português e o Partido Social Democrata — também distribuíam materiais e promoviam posições políticas, referindo exemplos como bandeiras LGBT ou debates sobre temas como drogas e prostituição.
Ventura defendeu ainda que o Chega representa mais de um milhão e meio de eleitores e que essa expressão eleitoral não pode ser ignorada ou silenciada.
As críticas à presença do partido na feira foram feitas, entre outras entidades, pelo SOS Racismo, que condenou a divulgação de mensagens classificadas como “propaganda anti-imigração” no espaço do partido e pediu uma posição da organização da Futurália.
Além disso, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa alertaram para o risco de o espaço do Chega no evento ser utilizado para divulgar conteúdos discriminatórios ou que promovam o racismo, solicitando atenção da organização da feira para o tema.








