O líder do Chega, André Ventura, revelou que contactou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, para discutir a utilização da Base das Lajes pelas forças norte-americanas.
Segundo Ventura, houve concordância quanto a uma formulação que limita o uso da infraestrutura a operações de abastecimento, apoio logístico e cooperação, excluindo ações de ataque direto ao Irão.
Formulação “equilibrada e ajustada”
Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, Ventura explicou que foi contactado pelo Governo para discutir a posição oficial. Considerou que a solução apresentada é “equilibrada e ajustada”, assegurando que:
- A base não será utilizada para operações de ataque direto;
- O uso se circunscreve a transporte de material, reabastecimento e apoio logístico;
- Os deveres de informação por parte dos Estados Unidos têm sido cumpridos.
O presidente do Chega afirmou ainda que, até ao momento, “nenhuma operação de ataque direto partiu das Lajes”.
Relações transatlânticas em foco
Ventura alertou para o impacto diplomático de uma eventual rejeição do uso da base. Na sua perspetiva, a proibição — que atribui a posições defendidas por setores da esquerda — poderia ser interpretada como um afastamento estrutural dos aliados, com consequências nas relações transatlânticas.
Defendeu que Portugal deve ser “exigente” quanto às condições de utilização da infraestrutura, mas rejeitou uma posição de bloqueio político sem fundamento jurídico ou tratado internacional.
Enquadramento estratégico
O líder do Chega sublinhou que a utilização da Base das Lajes não se limita ao quadro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), podendo também enquadrar-se em operações multilaterais ou bilaterais de cooperação.
Para Ventura, em contextos de conflito internacional, Portugal deve posicionar-se “ao lado dos seus aliados”, defendendo simultaneamente o cumprimento rigoroso dos requisitos legais e diplomáticos aplicáveis ao uso da base açoriana.











