Candidato socialista criticou quem “explora dificuldades” e, a partir delas, “gera obstáculos aos cidadãos”. O candidato presidencial António José Seguro reconheceu esta quarta-feira a existência de situações de insegurança em Portugal, mas recusou associar esse fenómeno a determinados locais ou alimentar “leituras manipuladas” que promovam a divisão entre os portugueses.
“Conheço bem o país e sei que existem áreas onde se registam problemas de segurança. Não irei rotular nenhum território. Não contem comigo para isso”, afirmou aos jornalistas, durante uma ação de campanha na Amadora (distrito de Lisboa).
O candidato apoiado pelo PS apontou críticas a quem “vive dos problemas” e os utiliza para “criar dificuldades adicionais à vida dos portugueses”, fomentando clivagens sociais.
“Não estou aqui para promover esse tipo de instrumentalização. Estou aqui para unir. Quero ser o Presidente de todos os portugueses”, sublinhou.
Questionado sobre se a segurança é uma questão de perceção ou de realidade, Seguro reconheceu que “há cidadãos que sentem essa preocupação”, defendendo que cabe aos responsáveis políticos “responder a essas inquietações”.
“Só é possível transformar a realidade conhecendo-a. Se não a conhecermos, acabamos todos a discutir temas desligados daquilo que as pessoas realmente sentem”, tinha referido anteriormente, quando confrontado com a reunião realizada na manhã de hoje na PSP de Vila Franca de Xira (distrito de Lisboa) e com a presença do tema da segurança no seu discurso político.







