Os portugueses vão às urnas já este domingo, 18 de janeiro. O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo declarou esta sexta-feira que a sua candidatura não é, como defendem “os velhos do Restelo”, uma operação de marketing, mas antes uma mobilização cívica.
“Os velhos do Restelo do costume dizem que esta candidatura é um fenómeno de marketing. Estão, mais uma vez, enganados”, afirmou o eurodeputado durante o jantar de encerramento da campanha eleitoral, realizado em Braga.
Perante uma plateia de cerca de 350 participantes, reforçou que a candidatura “não é um fenómeno de marketing, mas sim um fenómeno cívico”.
Cotrim Figueiredo, que entrou no recinto acompanhado da ex-deputada do PSD Liliana Reis — presença regular ao longo da campanha — sublinhou que o seu projeto representa “um espaço onde a cidadania vale mais do que um cartão partidário”.
“E, talvez por isso, tantas pessoas, muitas delas afastadas da vida política há anos, sentiram que havia finalmente vontade de participar. Um espaço aberto à intervenção cívica e sem rótulos obrigatórios”, destacou.
De seguida, acrescentou que a candidatura constituiu “um despertar coletivo que grita queremos mudar Portugal”, afirmação que levou os apoiantes a levantarem-se e a entoarem “Portugal, Portugal, Portugal”.
O candidato, que contou na sala com a presença do vice-presidente da Assembleia da República, Rodrigo Saraiva, e dos deputados da IL Joana Cordeiro e Miguel Rangel, salientou que o seu projeto reúne pessoas com percursos e realidades distintas, unidas pela convicção de que a política pode voltar a ser exercida com decência.
O antigo líder da Iniciativa Liberal, cuja campanha foi marcada por uma denúncia de assédio sexual feita por uma ex-assessora parlamentar e pela controvérsia em torno de um eventual apoio a André Ventura numa segunda volta, alertou que Portugal não precisa de mais ruído, mas sim de maior seriedade.
“O país não precisa de uma Presidência do deixa andar, precisa de uma Presidência à altura dos desafios que aí vêm”, afirmou.
Interrompido várias vezes por aplausos e palavras de ordem como “Cotrim a Presidente” ou “rumo à segunda volta”, o candidato lembrou que, nas eleições presidenciais, “escolhe-se uma pessoa, um caráter, uma postura e uma atitude”.
Segundo Cotrim Figueiredo, o voto de domingo serve para garantir uma Presidência que una em vez de dividir e que exija em vez de ceder, frisando que está em causa saber se o país quer terminar este processo com uma escolha responsável.
“Há momentos em que votar é apenas expressar uma opinião e há momentos em que votar é assumir uma responsabilidade maior. Domingo é um desses momentos”, sublinhou.
Ao som de Don’t Stop Me Now, dos Queen, o candidato terminou com um apelo direto: “Peço-vos o voto, sim. Peço-vos um voto de responsabilidade, de coragem e de confiança”.










