O líder parlamentar do Partido Social Democrata, Hugo Soares, apelou esta terça-feira ao secretário-geral do Partido Socialista para que incentive a União Geral de Trabalhadores a regressar às negociações sobre o pacote laboral, em vez de “decretar a morte do diálogo social”.
Hugo Soares falava na sessão de abertura das jornadas parlamentares do PSD, que decorrem até quarta-feira em Caminha, no distrito de Viana do Castelo. Na intervenção, lançou também um desafio ao PS e ao Chega para alcançarem entendimentos relativamente à lei da nacionalidade.
O dirigente social-democrata criticou o secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, por ter exigido explicações ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre a aparente ausência de acordo na concertação social em torno da legislação laboral.
“Queria ser ele a decretar, permitam-me a expressão, a morte do diálogo social. Eu julgo que era muito mais motivador, muito mais responsável, era até muito mais bem visto por parte dos portugueses (…) que tivesse aproveitado hoje o dia para apelar ao Governo para voltar às negociações — de onde nunca saiu — mas apelar, por exemplo, à UGT que pudesse voltar ao diálogo na concertação social”, afirmou.
Recuperando uma frase anteriormente utilizada por Augusto Santos Silva, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de um governo socialista, Hugo Soares garantiu que o PSD atribui grande importância à concertação social.
“Quando eles querem que se ponha um ponto final na concertação social, nós queremos estimular o diálogo, porque as portuguesas e os portugueses sabem que nós não somos daqueles que acham que a concertação social é uma feira de gado”, acrescentou.
Também esta terça-feira, José Luís Carneiro defendeu que o primeiro-ministro deve prestar esclarecimentos caso não consiga promover entendimentos considerados fundamentais para o país, referindo-se à aparente falta de acordo entre o Governo e os parceiros sociais sobre o pacote laboral.










