De acordo com Maria da Graça Carvalho, essa gestão conjunta deve contar com “especialistas muito dedicados a monitorizar e acompanhar o rio” A ministra do Ambiente e Energia defendeu esta quarta-feira um modelo de gestão partilhada da bacia do Mondego, com especialistas dedicados a acompanhar o curso de água e que posteriormente transmitam a quem decide o que ali ocorre.
No final de um encontro sobre a bacia hidrográfica do Mondego, que teve lugar em Coimbra e encerrou o terceiro dia da Presidência Aberta, Maria da Graça Carvalho destacou a necessidade de manter, tal como sucedeu durante a crise, uma gestão conjunta da bacia do Mondego de forma contínua.
“Existir aqui um modelo de gestão partilhada da Bacia do Mondego, sobretudo do Baixo Mondego, em que estejam envolvidos a APA [Agência Portuguesa do Ambiente], o Ministério do Ambiente através da APA, as autarquias, a proteção civil, os agricultores e os industriais, que são também grandes utilizadores de água”, detalhou.
De acordo com Maria da Graça Carvalho, essa gestão conjunta deve incluir “especialistas muito dedicados a monitorizar e a acompanhar o rio”.
“Tal como no passado existiam os guarda-rios, mas agora técnicos com maior qualificação, que depois transmitam aos engenheiros e a quem tem de tomar decisões o que se passa no rio. Deve existir aqui uma monitorização permanente dos cursos de água”, defendeu.
Sobre o encontro com o Presidente da República, a presidente da Câmara Municipal de Coimbra indicou que serviu para realizar “um balanço bastante positivo” sobre a intervenção que está a ser desenvolvida no dique dos Casais, visitado durante a tarde.
“Apresentámos preocupações que temos com a rapidez na atribuição de apoios à agricultura. E hoje tivemos vários esclarecimentos por parte do senhor ministro da Agricultura, sobre quem ficará responsável pela remoção das areias dos terrenos agrícolas, que será a Associação de Regantes, financiada para esse fim”, acrescentou.
Ainda no âmbito do setor agrícola, Ana Abrunhosa recordou o problema dos viveiristas, “uma vez que não são considerados agricultura permanente”.
“Não dispõem de apoios neste momento. É uma situação preocupante, não têm acesso a fundos comunitários”, sublinhou.
A autarca referiu ainda que na reunião, em que participaram também os presidentes das câmaras municipais de Soure e Montemor-o-Velho, bem como a presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, foi expressa preocupação com os prejuízos em equipamentos e infraestruturas municipais.
“Apesar das CCDR [comissões de coordenação e desenvolvimento regional] já disporem, no caso da CCDR do Centro, de uma verba significativa de 180 milhões de euros, os autarcas ainda não conhecem as regras, ou seja, os critérios de acesso aos apoios”, afirmou.
Segundo a ex-ministra da Coesão Territorial, tem existido diálogo e esperam conhecer, “num futuro próximo”, que tipo de apoio será disponibilizado.
“Se será um apoio a 60%, a 70%, a fundo perdido”, concluiu.











