O Tabloide Portugal
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
Nenhum Resultado
Ver Resultado
O Tabloide Portugal
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
Nenhum Resultado
Ver Resultado
O Tabloide Portugal
Nenhum Resultado
Ver Resultado
Home Turismo

Couto Misto: O território independente que existiu entre Portugal e Espanha durante mais de 7 séculos

Raphael Lucca por Raphael Lucca
11 de outubro de 2021
Reading Time: 3 mins read
A A
0

Por: Joana Freitas

Por vezes, dentro de todo o nosso conhecimento histórico, deixamos escapar pequenos fragmentos de enorme interesse. A existência do Couto Misto ou Couto Mixto, em Galego, é um desses pedaços de história partilhados entre Portugal e Espanha que a maioria desconhece na totalidade. 

Na fronteira Norte de Portugal e Espanha existiu durante séculos um pequeno território com cerca de 27 quilômetros quadrados que se regia por leis próprias e não prestava vassalagem a nenhuma das duas coroas. 

A origem deste território independente não é muito clara, sendo certo que se formou no século 12 e existindo documentos escritos datados de 1147. Contudo, a sua origem é possivelmente localizada numa data anterior, provavelmente contemporânea da independência da coroa de Portugal face ao Reino de Leão.  

Esta teoria é extremamente plausível uma vez que, aquando do nascimento do novo reino as fronteiras de jurisdição encontram-se pouco claras, muitas vezes deixando os territórios de fronteira numa situação administrativa e política um pouco dúbia. 

Viver neste território trazia uma série de regalias. Primeiramente, todos os habitantes podiam escolher entre ser portugueses ou espanhóis, ter dupla nacionalidade ou simplesmente não ter nenhuma.  

Dessa forma, não eram obrigados a prestar serviço militar ou servir nas guerras quando chamados. Outra regalia recaía sobre o pagamento de impostos. Como não respondiam a nenhuma das Casas Reais, simplesmente muitos dos impostos não eram cobrados, estando os seus habitantes isentos. 

As leis eram feitas espelhando a necessidade dos seus habitantes e, muitas das vezes, eram curiosas. Uma delas dizia respeito ao Caminho do Privilégio, caminho que atravessava e ligava três localidades (Rubiás, Meaus e Santiago) a Tourém.  

Localidade de Couto Misto/ Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons

Aqui, qualquer um podia realizar a travessia sem que as autoridades pudessem prender ou perseguir, ainda que se transportasse contrabando, particularmente tabaco, sal, bacalhau e medicamentos.  

As regras para quem procurava asilo também eram claras: mesmo que fossem criminosos procurados pela justiça de qualquer um dos dois países, estes não podiam ser presos ou privados dos seus direitos e riquezas dentro do Couto. 

A governação deste território era muito democrática. A autoridade máxima tinha representação num juiz elegido pelas cabeças de família. Este, por sua vez, elegia dois homens da sua confiança para cada uma das localidades do Couto Misto, mas, todas as decisões eram tomadas em praça pública pelos moradores. É ainda de fazer nota que os poderes concedidos a estes juízes eram facilmente revogados se fossem detectados incumprimentos e desvios durante as suas funções. 

Esta forma de estar e de governar começou a provocar alguma oposição principalmente por parte das famílias mais poderosas dos dois países, sendo que, há sensivelmente 157 anos, foi colocado um ponto final nas liberdades deste território e as suas terras foram divididas pelos dois países. 

Foi 29 de Setembro de 1864, no celebrado Tratado de Lisboa, que se ditou o destino destas terras e foi traçada a fronteira definitiva: Rubiás, Meaus e Santiago ficariam para Espanha, e uma faixa desabitada que integrava o Couto seria portuguesa assim como as povoações próximas de Soutelinho, Lamadarcos e Cambedo.

Joana Freitas é formada em história na vertente de arqueologia pela faculdade de letras da Universidade do Porto e tem por áreas de maior interesse a evolução humana e a pré-história. Fora do campo de formação tem como disciplinas preferidas a antropologia e a paleontologia que no fundo complementam a sua formação de base.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
Post Anterior

Novo filme posiciona Porto e Norte como destino de excelência para o turismo de negócios

Próximo Post

Lançamento de novo livro do jornalista luso-brasileiro Ígor Lopes

Posts Relacionados

Turismo

Aldeias história de Portugal entre os projetos de referência europeus no Dia Europeu o Turismo 2026

Internacional

10 motivos para visitar o Piauí, no nordeste brasileiro

Economia

Estado brasileiro do Piauí dá-se a conhecer aos portugueses

Internacional

Barcelona enfrenta crise devido ao turismo de massas e busca soluções para proteger moradores

Turismo

Portugueses Pagam Lixo Deixado por Turistas Estrangeiros na Fatura da Água

Cultura

Caminho Português da Costa: caminho para Santiago recebeu hoje certificação

Outras Notícias!

Governo rejeita IVA Zero e reforça apoios para empresas mais expostas à subida dos combustíveis

Governo rejeita IVA Zero e reforça apoios para empresas mais expostas à subida dos combustíveis

Chega propõe ampliar Dia da Defesa Nacional para cinco dias e incluir “avaliação militar”

Ventura afirma que consenso na lei laboral depende mais do Governo do que do Chega

André Ventura anuncia que Chega e Governo vão reunir-se para discutir fim do visto prévio

André Ventura anuncia que Chega e Governo vão reunir-se para discutir fim do visto prévio

Ministra do Ambiente defende modelo de gestão partilhada da bacia do Mondego

Ministra do Ambiente defende modelo de gestão partilhada da bacia do Mondego

Conselho Nacional do PSD aprova com uma abstenção diretas a 30 de maio e Congresso a 20 e 21 de junho

Conselho Nacional do PSD aprova com uma abstenção diretas a 30 de maio e Congresso a 20 e 21 de junho

  • Ciência
  • Cultura
  • Famosos
  • Justiça
  • Politica
  • Sociedade
  • Tecnologia
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
Tel +351 939 895 955 - (Chamada para rede móvel nacional)

© 2024 - O Tabloide Portugal. Todos os direitos reservados. Periodicidade Registrada (Semanal) – N.º ERC 127422.

Nenhum Resultado
Ver Resultado
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial

© 2024 - O Tabloide Portugal. Todos os direitos reservados. Periodicidade Registrada (Semanal) – N.º ERC 127422.