O mercado habitacional português entrou na segunda metade de 2026 com alguns indicadores em alta. O novo crédito concedido para compra de habitação aumentou 11,3% nos primeiros seis meses do ano e o número de fogos licenciados em construções novas cresceu 4%.
Os dados constam da síntese estatística da AICCOPN, que aponta também para uma subida de 5,9% no consumo de cimento durante o primeiro semestre, num total de 2.084 milhares de toneladas.
Na construção habitacional, contudo, nem todos os indicadores seguem a mesma direção. Até junho, foram licenciados 9.836 projetos de construção e reabilitação, menos 6,9% do que no período homólogo de 2025. O número de fogos novos licenciados, pelo contrário, subiu para 22.216, correspondendo a um crescimento de 4%.
É no financiamento que surge outra das principais notas positivas. O montante de novo crédito à habitação concedido entre janeiro e junho chegou aos 12.153 milhões de euros, sem contar com renegociações. Face ao mesmo período do ano anterior, trata-se de uma subida de 11,3%.
O stock de crédito à habitação também aumentou. Em junho, atingiu 116.799 milhões de euros, mais 10,9% do que no período homólogo. A taxa de juro média situou-se nos 3,10%.
Ao mesmo tempo, os preços continuam a pressionar o mercado. A avaliação bancária da habitação chegou aos 2.228 euros por metro quadrado em junho, traduzindo uma valorização homóloga de 16,6%. A subida foi mais acentuada nos apartamentos, com 18,3%, enquanto as moradias registaram um aumento de 15,2%.
Região Norte acelera construção nova
O Norte apresenta uma evolução particularmente significativa no número de novas habitações. Nos 12 meses terminados em junho, foram licenciados 20.403 fogos em construções novas, contra 17.401 no período homólogo. O crescimento foi de 17%.
Os T3 representam a maior fatia das novas habitações licenciadas na região, correspondendo a 37% do total. Seguem-se os T2, com 31%, os T0 e T1, com 26%, e as tipologias T4 ou superiores, que representam 6%.
A fotografia do primeiro semestre revela, portanto, um mercado com comportamentos diferentes entre os vários indicadores. O licenciamento de projetos diminuiu, mas houve mais fogos novos autorizados, o financiamento ganhou força e as avaliações bancárias continuaram a subir.










