A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou que ainda não está definido quando Portugal irá disponibilizar 10% das suas reservas estratégicas de petróleo, medida anunciada pelo primeiro-ministro para ajudar a conter a subida dos preços dos combustíveis.
Segundo a governante, a decisão será tomada em coordenação com parceiros europeus e dependerá da evolução do mercado internacional.
Decisão depende da evolução dos preços
“Ainda não está decidido quando será disponibilizado. Estamos a coordenar a nível europeu se vamos mesmo libertar agora. Pode não ser agora, pode ser mais tarde, depende da evolução dos preços”, explicou a ministra.
Maria da Graça Carvalho falava no Porto, à margem da apresentação de um relatório da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) sobre os impactos do mau tempo no litoral entre outubro de 2025 e o início deste mês.
A ministra esclareceu ainda que não foi definido qualquer “teto” para o preço do petróleo que desencadeie automaticamente a libertação das reservas, sublinhando que a decisão deverá ser tomada de forma conjunta pelos países europeus.
Portugal acompanha estratégia internacional
Na quarta-feira, o primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou que Portugal irá, “em princípio”, disponibilizar 10% das reservas estratégicas, com o objetivo de aumentar a oferta e ajudar a travar a subida dos preços dos combustíveis.
A decisão segue a estratégia acordada entre os países membros da Agência Internacional de Energia, que prevê a libertação conjunta de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas para estabilizar o mercado energético.
De acordo com o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, a medida surge após o encerramento do estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.
Escalada militar no Médio Oriente pressiona mercados
A tensão no mercado energético está relacionada com a escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irão.
No sábado, forças norte-americanas e israelitas lançaram um ataque contra o Irão com o objetivo declarado de neutralizar ameaças do regime iraniano. Teerão respondeu com ataques com mísseis e drones contra bases norte-americanas e alvos israelitas na região.
Em retaliação, o Irão anunciou o encerramento do estreito de Ormuz, situação que levou a novos receios de perturbação no abastecimento global de petróleo e pressionou os preços nos mercados internacionais.
Perante este cenário, vários países europeus discutem medidas coordenadas para mitigar o impacto do aumento dos combustíveis nas famílias e nas empresas.










