Guimarães, Portugal – O falecimento de um homem de 48 anos, ocorrido no passado sábado em Vila de Caldas das Taipas, no concelho de Guimarães, motivou a abertura de um processo de averiguação por parte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). A vítima, que sofreu uma paragem cardiorrespiratória, não sobreviveu enquanto aguardava pela chegada de assistência médica.
Na segunda-feira, a tutela, através de Ana Paula Martins, garantiu que estão a ser analisados todos os contornos da assistência prestada para detetar possíveis falhas operacionais. De acordo com o registo do INEM, o alerta para a ocorrência foi recebido pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) às 12h52 de sábado, sendo que o desfecho trágico foi confirmado ainda no local.
A controvérsia em torno do socorro centra-se na gestão do destacamento de meios. Em vez de mobilizar a corporação de bombeiros local, que se encontrava mais próxima do incidente, o CODU optou por enviar os Bombeiros de Guimarães. Segundo informações avançadas pelo comandante em exercício dos Bombeiros Voluntários das Taipas, a sua unidade demoraria apenas entre três a cinco minutos a chegar à Avenida dos Combatentes do Ultramar, onde se encontrava a vítima.
Em contraste, o trajeto a partir do quartel dos Bombeiros de Guimarães, que abrange uma distância de cerca de nove quilómetros, exigiria um tempo de resposta aproximado de 14 minutos. A referida artéria, local do óbito, insere-se na zona de intervenção direta da corporação sediada nas Taipas, o que levanta questões sobre os critérios utilizados pelo centro de coordenação no momento do despacho dos meios de emergência.











