(h) EPA/SpaceX

A cápsula Dragon que transporta os astronautas da agência espacial norte-americana (NASA) já acoplou à Estação Espacial Internacional, após terem partido no primeiro voo privado rumo ao espaço, neste sábado.
Foi às 15:17 (hora de Lisboa) que a cápsula Dragon, da empresa SpaceX do multimilionário Elon Musk, começou a acoplagem à Estação Espacial Internacional (EEI), enquanto sobrevoava uma área de fronteira entre a Mongólia e China.
A acoplagem ficou completa às 15:30. Depois da acoplagem, os astronautas norte-americanos Doug Hurley e Bob Behnken vão ainda demorar cerca de duas horas e 15 minutos a abandonar a cápsula e entrar na EEI.
“Foi realmente uma honra fazer parte deste projeto de nove anos, desde a última vez que uma nave dos Estados Unidos acoplou na EEI”, disse Doug Hurley pouco depois de acoplar na EEI, citado pelo portal Business Insider.
“Temos que dar os parabéns aos homens e mulheres da Space X [que trabalharam] em Hawthorne, McGregor e no Kennedy Space Center. Os seus esforços incríveis ao longo dos últimos anos não pode ser subestimados”, continuou.
O lançamento estava inicialmente previsto para esta quarta-feira, mas as condições meteorológicas acabaram por adiar o evento para este sábado.
Este foi voo histórico, marcando momento importantes quer para a NASA quer para a empresa privada Space X do multimilionário Elon Musk. A Space X fez o seu primeiro voo tripulado, ao passo que a NASA marcou o fim do contrato dos Estados Unidos com a Rússia para fazer o transporte dos seus astronautas até à estação orbital.
A NASA contratou a SpaceX e a Boeing, em 2014, ao abrigo de contratos que totalizam sete mil milhões de dólares. Ambas as empresas lançaram as suas cápsulas de tripulação no ano passado com manequins de teste. O SpaceX’s Dragon cumpriu todos os seus objetivos, enquanto a cápsula Starliner, da Boeing, acabou na órbita errada e quase foi destruída devido a múltiplos erros de software.
Como resultado, o primeiro voo do Starliner com astronautas não é esperado até ao próximo ano. Desde que retirou o vaivém espacial em 2011, a agência espacial norte-americana tem confiado nas naves espaciais russas, lançadas do Cazaquistão, para levar os astronautas americanos de e para a estação espacial.









