O anúncio foi feito este domingo pelo líder do partido, André Ventura, que afirmou suspeitar da existência de um “acordo escondido”.
Segundo Ventura, Centeno terá chegado a entendimento para se reformar aos 59 anos, beneficiando de condições financeiras que o dirigente classificou como “escandalosas”. De acordo com o presidente do Chega, o antigo responsável pelo banco central poderá receber uma pensão mensal próxima do salário que auferia no cargo, estimado entre 17 mil e 20 mil euros.
Para o líder partidário, a situação levanta questões de equidade no sistema de pensões. Ventura argumentou que não é aceitável que, num país onde a idade legal de reforma ronda os 67 anos, um responsável de uma instituição pública possa aceder a uma reforma antecipada com valores elevados suportados por recursos públicos.
O Chega pretende agora que o atual responsável do banco central seja ouvido na Assembleia da República para explicar as circunstâncias e os termos da saída de Centeno, bem como os benefícios associados ao acordo de reforma.







