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Home Ciência

O Sistema Solar vai desintegrar-se completamente (muito) mais cedo do que se pensava

Redação O Tablóide Por Redação O Tablóide
4 de Dezembro de 2020
Reading Time: 3 mins read
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(cv) NASA 360

Astrónomos e físicos têm tentado desvendar o destino final do Sistema Solar há centenas de anos. De acordo com novas simulações, o nosso sistema vai desintegrar-se mais cedo do que se pensava.

Um dia, o nosso Sol morrerá, expelindo uma grande proporção da sua massa antes que o seu núcleo se torne uma anã branca, gotejando calor gradualmente até que, milhares de milhões de anos depois, não seja nada mais do que um pedaço de rocha fria e escura.

Quando isso acontecer, o resto do Sistema Solar terá desaparecido. Segundo simulações de um grupo de cientistas norte-americanos, restam apenas 100 mil milhões de anos para que os planetas do Sistema Solar atravessem a galáxia, deixando para trás o Sol moribundo – o que é menos tempo do que se pensava anteriormente.

De acordo com o LiveScience, em 1999, astrónomos previram que o Sistema Solar desintegrar-se-ia lentamente ao longo de um período de pelo menos 10^18 anos – 10.000.000.000.000.000.000 anos.

“Compreender a estabilidade dinâmica de longo prazo do Sistema Solar constitui uma das atividades mais antigas da astrofísica, remontando ao próprio Newton, que especulou que as interações mútuas entre os planetas acabariam por levar a um sistema instável”, escreveram os autores do estudo.

Além disso, não é apenas a dinâmica dos objetos imutáveis ​​que deve ser levada em consideração, segundo os astrónomos. O Sol vai evoluir dramaticamente à medida que envelhece fora da sequência principal, aumentando a um tamanho que envolve as órbitas de Mercúrio, Vénus e Terra e perdendo quase metade da sua massa nos próximos sete mil milhões de anos.

Os planetas externos sobreviverão a esta evolução, mas não escaparão ilesos. Uma vez que a atração gravitacional da massa do Sol é o que governa as órbitas dos planetas, a perda de peso do nosso Sol fará com que os planetas externos se afastem ainda mais mais, enfraquecendo a sua ligação ao nosso Sistema Solar.

Os astrónomos Jon Zink, da Universidade da Califórnia, Konstantin Batygin, da Caltech, e Fred Adams, da Universidade de Michigan, interpretaram um cenário usando uma série de simulações numéricas.

De acordo com um comunicado, as simulações exploram o que aconteceria com os nossos planetas externos depois de o Sol consumir os planetas internos, perder metade da sua massa e começar a sua nova vida como uma anã branca.

A equipa mostra como os planetas gigantes migrarão para fora em resposta à perda de massa do Sol, formando uma configuração estável na qual Júpiter orbitará cinco vezes para cada duas órbitas de Saturno.

Porém, o nosso Sistema Solar não existe isolado. Existem outras estrelas na galáxia e uma passa perto de nós aproximadamente a cada 20 milhões de anos. Zink e os seus colaboradores incluem os efeitos dessas outras estrelas nas suas simulações.

Os investigadores mostram que, em cerca de 30 mil milhões de anos, os voos estelares terão perturbado os planetas externos o suficiente para fazer com que a configuração estável se torne caótica, atirando rapidamente a maioria dos planetas gigantes para fora do Sistema Solar.

Desta forma, daqui a 100 mil milhões de anos, um último planeta remanescente também será desestabilizado por sobrevoos estelares e ejetado do Sistema Solar.

Após a sua expulsão, os planetas gigantes irão percorrer a galáxia de forma independente, juntando-se à população de planetas flutuantes sem estrelas hospedeiras.

Este estudo foi publicado em outubro na revista científica The Astronomical Journal.


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