Lisboa, Portugal – O território continental atravessa um período de risco elevado para a saúde pública, cenário que levou a Direção-Geral da Saúde (DGS) a elevar o estado de prontidão do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde para o Nível 2, classificado como laranja. A decisão, tomada sob orientação da Autoridade de Saúde Nacional, surge como resposta direta às temperaturas elevadas que se fazem sentir e que exigem uma cautela acrescida por parte de todos os cidadãos.
De acordo com a entidade liderada por Rita Sá Machado, a ativação deste patamar operacional implica uma estratégia de coordenação mais robusta entre os diferentes organismos envolvidos. O objetivo principal é garantir uma monitorização constante da situação, assegurando que os serviços de saúde disponham de capacidade de resposta suficiente. Este nível de alerta permite ainda a mobilização célere de meios suplementares, caso as circunstâncias assim o ditem, para proteger a integridade física da população durante este episódio meteorológico.
O referido plano setorial está estruturado em quatro níveis progressivos, fundamentados em critérios técnicos que cruzam dados meteorológicos, indicadores epidemiológicos e o volume de procura por cuidados médicos. Enquanto o Nível 0 representa a fase de preparação verde e o Nível 1 corresponde à vigilância amarela, a subida para o Nível 2 marca a entrada numa fase de resposta reforçada. Caso a situação se agrave significativamente, o protocolo prevê ainda a transição para o Nível 4, identificado pela cor vermelha e reservado a contextos de emergência.
As autoridades recomendam que os cidadãos mantenham o contacto com os serviços de saúde caso sintam dificuldades, evitando a exposição direta ao sol durante as horas de maior calor e garantindo uma hidratação adequada. A manutenção de ambientes frescos em casa e a atenção a grupos vulneráveis, como idosos ou crianças, constituem medidas fundamentais enquanto o aviso laranja permanecer em vigor em todo o continente.











