Caracas, Venezuela – Uma nova carga com cerca de três toneladas de produtos farmacêuticos partiu rumo à Venezuela, naquela que constitui a segunda operação de ajuda humanitária liderada pelo governo português na sequência dos tremores de terra que abalaram o país. A remessa anterior, concretizada em julho, tinha mobilizado oito toneladas de fornecimentos médicos.
O envio desta semana engloba analgésicos, antibióticos, antipiréticos e medicação específica para patologias cardiovasculares, entre outros compostos essenciais. O ministério português sublinhou que a rede de saúde venezuelana permanece sob forte pressão, tornando prioritário garantir a continuidade dos tratamentos e o acesso regular aos hospitais.
A operação logística decorreu sob a égide do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia. Do ponto de vista financeiro, a Secretaria-Geral do Ministério da Saúde assegurou um quarto das despesas de transporte, enquanto a Comissão Europeia financiou o montante remanescente.
O contributo material resultou de donativos cedidos por quatro laboratórios farmacêuticos: Medinfar, Reckitt, Bene e Atral/Humanova.
A região enfrentou um duplo sismo a 24 de junho que devastou infraestruturas e provocou vítimas em sete estados distintos: Carabobo, Caracas, Arágua, Miranda, Lara, Yaracuy e La Guaira, sendo este último o território mais castigado pela catástrofe.
Os dados oficiais mais recentes apontam para um balanço trágico de 6.509 mortos e 226.696 feridos que necessitaram de assistência hospitalar. Entre as vítimas mortais registadas encontram-se pelo menos 138 cidadãos de nacionalidade portuguesa ou lusodescendentes.





