Aveiro, Portugal – Cinco horas de interrupção na A1 deixaram marcas na circulação rodoviária da região de Aveiro, depois de um incêndio rural ter deflagrado na zona de Eixo/Eirol pelas 12h30. As chamas avançaram com rapidez em direção à autoestrada, forçando a GNR a cortar a via nos dois sentidos, entre os nós de Aveiro Sul e Albergaria, a partir das 14 horas.
O trânsito só voltou à normalidade perto das 19h30. Durante o período de corte, a alternativa obrigatória empurrou centenas de automobilistas para estradas secundárias e outras vias estruturantes, provocando extensas filas de retenção na A25, na A17 e na Estrada Nacional 235 ao longo de toda a tarde.
O comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, António Ribeiro, confirmou que o incêndio foi dado como dominado, sem registo de feridos ou de danos estruturais em habitações. No entanto, o responsável apontou dois fatores decisivos para a gravidade da ocorrência: a intensidade do vento e a escassa ou nula limpeza do povoamento florestal de eucalipto.
A mobilização de meios atingiu números expressivos durante o pico da tarde. O combate operacional contou com mais de trezentos operacionais e 11 meios aéreos. Pelas 22h30, o registo operacional mantinha ainda 295 efetivos no terreno, secundados por 93 veículos terrestres, para garantir a consolidação do perímetro e evitar reativações.







