Barcelos, Portugal – Os serviços técnicos da autarquia estão a avançar com a execução de um novo plano estratégico para os transportes locais. O processo surge na sequência de um diagnóstico detalhado elaborado pela empresa OPT – Otimização e Planeamento dos Transportes, que mapeou os pontos fortes e as principais carências do território.
Mário Constantino, presidente da Câmara de Barcelos, confirmou o andamento dos trabalhos nesta sexta-feira, durante a intervenção no seminário da Semana Europeia da Mobilidade. A iniciativa foi organizada em conjunto pela Comunidade Intermunicipal do Cávado, pela Autoridade Intermunicipal de Transportes do Cávado e pelo município. O autarca sublinhou a urgência de apostar numa mobilidade inclusiva e de remover barreiras arquitetónicas através da iniciativa municipal designada por “Cuidar Barcelos”.
Para dinamizar a rede rodoviária, o município prepara o lançamento iminente de um concurso público com vista ao reforço da frota de autocarros e à abertura de novas rotas. Paralelamente, o sistema de estacionamento tarifado recentemente introduzido na cidade tem registado uma adesão positiva. A medida revelou-se eficaz na garantia da fluidez do trânsito, segundo a avaliação da autarquia.
O futuro Plano de Mobilidade Urbana Sustentável pretende colaterais falhas estruturais identificadas pelo estudo técnico. Entre os problemas apontados constam a escassez de infraestruturas pedonais, as dificuldades no acesso aos transportes coletivos, a reduzida oferta ferroviária e os constrangimentos nas ligações viárias entre Barcelos e Barcelinhos.
O documento estratégico define metas precisas, nomeadamente a valorização das centralidades, a correção da rede de ciclovias existente e a construção da Plataforma Intermodal de Barcelos. Prevê-se ainda a criação de um Plano Municipal de Segurança Rodoviária, o aumento de lugares destinados a operações de cargas e descargas e a expansão das chamadas “zonas 30”.
Durante o mesmo evento, Paula Teles, representante do Instituto das Cidades e Vilas com Mobilidade, defendeu a urgência de conceber centros urbanos à medida dos cidadãos. A especialista apelou à devolução do espaço público às pessoas, alertando para a diminuição dos deslocamentos a pé e para a necessidade de recuperar os espaços de brincadeira na rua para as crianças.









