O número de portugueses e lusodescendentes que perderam a vida na sequência dos sismos que abalaram a Venezuela no passado dia 24 subiu para 68. Entre as vítimas identificadas, constam 58 adultos e 10 crianças, sendo que 59 das pessoas falecidas detinham dupla nacionalidade luso-venezuelana.
Balanço nacional agravado
Os dados oficiais revelam um agravamento em relação ao registo anterior, que contabilizava 60 vítimas entre a comunidade portuguesa. O impacto do desastre natural, que atingiu o país com dois tremores de terra sucessivos, tem vindo a intensificar-se à medida que as equipas de socorro avançam nas buscas pelos escombros das infraestruturas afetadas.
No cômputo geral da tragédia, as autoridades locais reportam agora 1943 mortos e 10 571 feridos. O presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, indicou ainda que o número de desalojados ultrapassou a marca das 15 mil pessoas. A gestão da crise permanece complexa, com a destruição a obrigar muitas famílias a procurar abrigo em condições precárias.
Operações de socorro em curso
Apesar das dificuldades logísticas e do cenário de devastação, as equipas de emergência conseguiram resgatar 6461 pessoas com vida desde o início das operações. Um dos casos que marcou o esforço de salvamento foi a retirada de uma criança de apenas três anos, encontrada ao sexto dia de buscas, um momento que trouxe algum alento no meio do caos.
O ambiente nas zonas atingidas continua marcado pela insegurança e pelo receio de novas réplicas. Muitos sobreviventes, incluindo membros da comunidade portuguesa que perderam as habitações, encontram-se atualmente a viver na rua ou em alojamentos temporários, com medo de regressar aos edifícios que restaram de pé após os sismos.










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