O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, passou esta quarta-feira a bordo do NRP Setúbal. O Navio Patrulha Oceânico serviu de palco para o chefe do Governo observar de perto a rotina operacional da Marinha Portuguesa no espaço marítimo nacional. Acompanhado pelo Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, o governante quis sinalizar que a estratégia para o setor militar não se limita apenas à compra de equipamentos.
Uma das prioridades fixadas pelo Executivo logo no início de 2024 centrou-se no recrutamento e na retenção de efetivos. Para o Primeiro-Ministro, a estabilização destes recursos humanos é um pilar incontornável. Este esforço caminha a par com a execução rigorosa da Lei de Programação Militar, garantindo que o dinheiro público investido na Defesa encontra retorno direto na segurança e na economia do país.
Ao abordar a cooperação internacional, Montenegro sublinhou o peso da integração portuguesa em missões da União Europeia e de aliados estratégicos. O discurso foi claro: os recursos financeiros alocados à área da defesa traduzem-se, na prática, em ganhos de qualidade de vida para os cidadãos. Mais do que garantir a soberania, a presença constante da Marinha no mar fomenta atividades económicas estratégicas.
Durante a estadia no NRP Setúbal, Luís Montenegro detalhou a multiplicidade de tarefas que recaem sobre a guarnição. Desde a vigilância da navegação e do património natural até ao socorro em operações de busca e salvamento, a atuação é vasta. O combate ao narcotráfico, em articulação com as forças de investigação criminal, foi também apontado como uma das valências operacionais críticas da instituição.
Um dos pontos mais sensíveis da visita prendeu-se com a salvaguarda de infraestruturas estratégicas. O Primeiro-Ministro lembrou que a proteção dos cabos submarinos é, hoje, uma questão de sobrevivência digital. Essas estruturas ligam a Europa à América e a África, sustentando transações financeiras e fluxos de comunicações que definem o quotidiano das sociedades modernas. Sem esta vigilância constante, a normalidade digital que rege as nossas vidas ficaria severamente comprometida.











