O Ministério Público pediu uma pena de prisão não inferior a 12 anos para a mulher que abandonou o filho recém-nascido num caixote do lixo na zona de Santa Apolónia, em Lisboa.
O caso ocorreu em 2019. O Ministério considerou que a arguida Sara Furtado, acusada de tentativa de homicídio qualificado, atuou de forma premeditada, tendo escondido a gravidez da família, do namorado e de outros sem-abrigo que, como ela, viviam em tendas junto a uma discoteca em Santa Apolónia.
“Depois de ter sido encontrado o bebé, a arguida não quis saber. O que nos dá a entender é que os factos ocorreram como a acusação e não como disse a arguida”, referiu a procuradora do MP, adiantando que Sara Furtado “não demonstrou qualquer arrependimento”.
Segundo o MP, a arguida tem uma personalidade “desconforme”, não tendo demonstrado pena pela situação, mas a confissão dos factos e o fator idade (22 anos) devem ser levados em conta pelo tribunal.
A procuradora acrescentou que a morte de criança só não se verificou por mera casualidade, uma vez que houve a intervenção de algumas pessoas.







