No primeiro trimestre, a empresa alcançou 272 milhões de euros de resultado líquido, o que representa uma subida de 41% face ao mesmo período do ano anterior — equivalente a mais de três milhões de euros por dia.
Dois fatores técnicos explicam este desempenho:
- Aumento da produção: crescimento de 23%, atingindo cerca de 129 mil barris diários (face a 104 mil anteriormente), com destaque para a entrada em operação do Campo de Bacalhau;
- Subida do preço do crude: a cotação média do Brent aumentou cerca de 7%, beneficiando diretamente as receitas.
Este desempenho ocorre num contexto internacional marcado por tensões geopolíticas, nomeadamente a guerra no Irão, que tem mantido os preços do petróleo e dos produtos refinados em níveis elevados.
Apesar desse cenário, a empresa garante estabilidade no mercado nacional. Segundo a co-CEO, Maria João Carioca, não há motivos de preocupação quanto ao abastecimento de combustíveis em Portugal, incluindo para a aviação. A empresa afirma estar preparada para responder a eventuais perturbações, reforçando essa capacidade através da integração de ativos com a Moeve.
Em síntese, o trimestre reflete uma combinação típica do setor energético: maior produção + preços altos = expansão significativa dos lucros, mesmo num ambiente global incerto.











