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Home Editorias Ciência

A Lua está a enferrujar (e a culpa é nossa)

Redação O Tablóide por Redação O Tablóide
9 de setembro de 2020
Reading Time: 3 mins read
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(CC0/PD) GuillaumePreat / Pixabay

A Lua está a perder o seu brilho branco e está a tornar-se cada vez mais vermelha. Segundo os cientistas, está a ficar enferrujada – e a culpa pode ser da atmosfera da Terra.

A ferrugem, também conhecida como óxido de ferro, é um composto avermelhado que se forma quando o ferro é exposto à água e ao oxigénio. A ferrugem é o resultado de uma reação química comum em pregos, portões, rochas vermelhas do Grand Canyon e até Marte.

Porém, nem todos os ambientes celeste deveriam enferrujar, especialmente a nossa Lua seca e sem atmosfera. “É muito intrigante. A Lua é um ambiente terrível para a formação de ferrugem”, disse Shuai Li, investigador no Instituto de Geofísica e Planetologia de Mānoa, na Universidade do Hawai, em comunicado do Jet Propulsion Laboratory da NASA.

Li estava a estudar dados do JPL Moon Mineralogy Mapper, que estava a bordo do orbitador Chandrayaan-1 da Organização de Pesquisas Espaciais da Índia enquanto estudava a Lua em 2008, quando percebeu que os pólos tinham composições muito diferentes do resto da Lua.

Durante a sua missão, o Moon Mineralogy Mapper detetou espetros – comprimentos de onda de luz refletida em várias superfícies da lua – para analisar a sua composição superficial. Quando Li viu os pólos, descobriu que as superfícies polares da lua tinham rochas ricas em ferro com assinaturas espetrais que combinavam com a da hematita. A hematita mineral, que também é encontrada na superfície da Terra, é um tipo específico de óxido de ferro com a fórmula Fe2O3.

“No início, não acreditei totalmente. Não deveria existir com base nas condições presentes na Lua”, disse Abigail Fraeman, geocientista planetária do JPL. “Mas desde que descobrimos água na Lua, as pessoas têm especulado que poderia haver uma variedade maior de minerais do que imaginamos se a água tivesse reagido com as rochas.”

Para o ferro ficar enferrujado, precisa de oxidantes – uma molécula como o oxigénio, que remove eletrões. Porém, o vento solar do sol, uma corrente de partículas carregadas que atinge constantemente a Lua com hidrogénio, tem o efeito oposto. O hidrogênio é um redutor ou uma molécula que doa eletrões.

Sem proteção contra o vento solar, como o campo magnético que protege o nosso planeta, a ferrugem não deveria conseguir formar-se na Lua.

No entanto, segundo os cientistas, apesar de a Lua não ter atmosfera própria para fornecer oxigénio suficiente, possui vestígios doados pela atmosfera terrestre. Este oxigénio terrestre viaja para a Lua ao longo de uma extensão alongada do campo magnético do planeta chamada “cauda magnética”.

A cauda magnética da Terra pode chegar até ao lado mais próximo da Lua, onde mais hematita foi encontrada. Além disso, a cada Lua cheia, a cauda magnética bloqueia 99% do vento solar de soprar na lua, puxando uma cortina temporária sobre a superfície lunar, permitindo períodos de tempo para a formação de ferrugem.

Porém, ainda há um ingrediente extra que é necessário para a formação de ferrugem: água. A Lua praticamente não tem água, exceto a água congelada encontrada nas crateras lunares no lado oposto da lua – longe de onde a maior parte da hematita foi encontrada.

No entanto, os cientistas propõem que as partículas de poeira em movimento rápido que bombardeiam a Lua podem libertar moléculas de água presas na camada de superfície da Lua, permitindo que a água se misture com o ferro. As partículas de poeira podem carregar moléculas de água e o seu impacto pode criar calor que pode aumentar a taxa de oxidação.

“Esta descoberta vai remodelar o nosso conhecimento sobre as regiões polares da Lua”, disse Li, num comunicado da Universidade do Hawai. “A Terra pode ter desempenhado um papel importante na evolução da superfície da Lua.”

Este estudo foi publicado este mês na revista científica Science Advances.


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