Porto, Portugal – Entre o início do ano e a última segunda-feira, dia 26 de outubro, o Comando Territorial do Porto da GNR contabilizou 1245 acidentes rodoviários que envolveram motociclos e ciclomotores de duas, três e quatro rodas. O registo das autoridades revela uma realidade marcada pela vulnerabilidade dos condutores, num período que resultou em onze vítimas mortais, 67 feridos graves e 980 ligeiros.
A esmagadora maioria das ocorrências envolveu veículos de duas rodas. Foram 1185 acidentes, sendo que 921 provocaram danos corporais, consolidando o cenário de maior perigo para quem circula sobre dois pneus. Já nos motociclos de três e quatro rodas, o número de acidentes ficou-se pelos 60, com 18 incidentes com vítimas, todas com ferimentos ligeiros.
A sinistralidade mantém uma tendência preocupante. Apenas entre os dias 23 e 26 de outubro, registaram-se acidentes envolvendo 12 veículos, episódios que, num intervalo de poucos dias, causaram um morto, dois feridos graves e seis ligeiros.
Perante estes números, a GNR sublinha a necessidade de apostar na prevenção rodoviária. A falta de proteção física dos utilizadores de motociclos torna qualquer colisão um evento de alto risco, motivo pelo qual a força de segurança reforça os apelos à condução defensiva.
As autoridades identificaram ainda uma lista de comportamentos de risco que ditam a maior parte dos sinistros: o excesso de velocidade, as ultrapassagens proibidas e a circulação irregular entre filas de trânsito. A lista estende-se a manobras bruscas, mudanças de direção sem aviso, a condução sob efeito de álcool ou substâncias psicotrópicas e a distração ao volante. A utilização incorreta ou a ausência de capacete e equipamento de proteção adequada continua a ser um fator crítico para a gravidade dos desfechos, a par de uma perceção ainda reduzida, por parte dos restantes condutores, sobre a presença destes veículos na estrada.






