Candidata presidencial, Ana Gomes avisou que, num regime republicano, “não há coroações nem vitórias antecipadas”, e defendeu que a estabilidade não é um valor absoluto.
“Importa, claro, a estabilidade, mas estabilidade não equivale, não pode equivaler a um país conformado”, defendeu.
Numa intervenção inicial alusiva ao 05 de outubro, antes de responder a perguntas de nove pessoas previamente inscritas, Ana Gomes fez uma referência implícita à vantagem nas sondagens do atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa.
“Numa República, não há coroações nem vitórias antecipadas, é o povo quem decide”, frisou.
“Compreendo quem esteja desencantado com a política e os políticos, mas todos somos chamados a construir um Portugal melhor (…) Apelo aos jovens a que combatam a apatia, não se abstenham, não deixem de se indignar, não desistam de Portugal”, apelou.
Ana Gomes repetiu por várias vezes a frase que “quem governa é o governo”, mas defendeu que “a Presidente da República” tem uma grande capacidade de influenciar os governantes e as suas prioridades.







