A subida interrompe um ciclo de 25 meses consecutivos de descida. A taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação aumentou em março pela primeira vez em mais de dois anos, fixando-se em 3,088%, face a 3,079% no mês anterior e 3,735% em março de 2025, revelou o Instituto Nacional de Estatística.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, trata-se da primeira subida desde janeiro de 2024, interrompendo um período de 25 meses consecutivos de redução da taxa de juro implícita no crédito à habitação, indicador que traduz a relação entre os juros totais vencidos num determinado mês e o capital em dívida no início desse período, antes de amortizações.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro situou-se em 2,830%, menos 4,1 pontos base face à registada no mês anterior (2,871%).
No segmento de financiamento para aquisição de habitação — o mais representativo no conjunto do crédito à habitação — a taxa de juro implícita para o total dos contratos subiu para 3,086% (+0,9 pontos base face a fevereiro). Já nos contratos recentes, a taxa recuou 4,8 pontos base em relação ao mês anterior, fixando-se em 2,823%.
Relativamente à prestação média mensal para o total do crédito à habitação, esta atingiu 402 euros em março, mais cinco euros do que em fevereiro e quatro euros acima do valor registado no mesmo mês de 2025.
Deste montante médio, 196 euros (48,8%) correspondem ao pagamento de juros e 206 euros (51,2%) à amortização de capital.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação subiu cinco euros, situando-se nos 700 euros, o que representa um aumento homólogo de 15,9%.
Em março, o capital médio em dívida no conjunto dos contratos aumentou 584 euros face ao mês anterior, alcançando 77.078 euros. Nos contratos mais recentes, o montante médio em dívida foi de 175.838 euros, mais 3.976 euros do que em fevereiro.
Com a divulgação destes dados sobre as taxas de juro implícitas no crédito à habitação, o Instituto Nacional de Estatística pretende disponibilizar indicadores que permitam avaliar o esforço financeiro assumido pelas famílias no acesso à habitação.











