O Centro de Monitoramento da Liberdade de Crença e Consciência (CMLCC) da Espanha denuncia “um agosto sombrio” de agressões contra templos católicos, com sete episódios de depredação e profanação registrados nas últimas semanas.
Em 11 de agosto, tinta preta foi despejada nos degraus do santuário paroquial de Santa Catalina, na localidade de Rute, em Córdoba, poucos dias antes das celebrações da padroeira.
No dia seguinte, ocorreu uma profanação na capela de adoração perpétua na comunidade de San Martín, em Valência, quando uma pessoa que se identifica como do gênero oposto invadiu o altar gritando e “danificou o ostensório, enquanto insultava os devotos”, segundo o CMLCC.
Em 13 de agosto, o templo paroquial de Nossa Senhora do Carmo, em Palma de Maiorca, foi profanado com pichações ofensivas acusando a Igreja de corrupção.
No dia seguinte, um sacristão e vários fiéis foram agredidos na Catedral de Valência, durante a missa, por um homem aparentemente embriagado.
Em 17 de agosto, um indivíduo norte-africano invadiu a paróquia de Santiago Apóstol, em Albuñol, Granada, destruiu várias imagens e iniciou um incêndio que os bombeiros levaram duas horas para controlar.
Em 24 de agosto, atos de depredação contra templos católicos ocorreram no santuário da Assunção de Nossa Senhora, em Yeles, Toledo, onde uma mulher aparentemente com transtornos psiquiátricos destruiu várias esculturas, como o Menino Jesus dos Remédios e Nossa Senhora da Solidão, causando prejuízos significativos.
No dia 31, dois militantes do coletivo ambiental Futuro Vegetal lançaram tinta na fachada da basílica da Sagrada Família, em Barcelona, num protesto que pretendia denunciar o elevado número de incêndios florestais que a Espanha enfrentou nas últimas semanas.
Para o CMLCC, esses episódios “confirmam o crescimento da cristofobia e a fragilidade da liberdade de culto em nosso território”. María García, presidente do centro, pede às autoridades que deem “uma resposta firme e recursos para a salvaguarda do patrimônio religioso”.
“Agosto foi um mês marcado pela escuridão para a liberdade de crença em nosso país. A sequência de ofensivas contra templos e espaços de devoção mostra que a violência e o ódio contra cristãos estão longe de ser casos isolados”, disse García, reforçando que “segundo os dados dos Relatórios de Agressões à Liberdade Religiosa na Espanha, os cristãos são sempre o grupo mais atacado”.
Reforço da proteção dos templos
O CMLCC informa que muitos párocos relatam estar tendo de instalar câmeras ou fechar templos devido ao aumento da depredação e da hostilidade anticristã, e exige que as autoridades ampliem a proteção aos templos.
“Esses acontecimentos refletem uma dinâmica preocupante de intolerância religiosa”, enfatizou García. “Exigimos que as delegações governamentais e os municípios desenvolvam planos específicos de prevenção contra ataques a templos e a aplicação rigorosa do Código Penal contra crimes de ódio e condutas que desrespeitam os sentimentos religiosos”.
O Centro de Monitoramento da Liberdade de Crença exorta a sociedade civil e as instituições a não ignorarem nem deixarem de denunciar qualquer ato de ódio religioso. “Somente tornando visíveis esses ataques e reagindo com firmeza poderemos garantir a convivência e o respeito à liberdade de todos”, conclui García.







