O candidato presidencial apoiado pelo PCP, António Filipe, afirmou esta sexta-feira que “está tudo em aberto” para as eleições de domingo, defendendo uma forte aposta na diplomacia e na paz e rejeitando o envolvimento de Portugal em projetos militaristas e belicistas.
No último dia de campanha, António Filipe realizou a tradicional descida do Chiado, em Lisboa, acompanhado por apoiantes e dirigentes comunistas, entre os quais o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, a mandatária Sofia Lisboa e antigos líderes como Carlos Carvalhas, João Ferreira e Bernardino Soares. A iniciativa decorreu ao som de palavras de ordem como “Nem direita nem centrão, António é a solução”.
Durante o percurso, o candidato sublinhou que a decisão final cabe aos eleitores e apelou à mobilização do voto “com convicção, em liberdade, sem pressões, sem chantagem e sem medo”. Defendeu que o voto deve recair num candidato comprometido com os valores de Abril, a Constituição e os direitos fundamentais, alertando que “votar para que tudo fique na mesma é um retrocesso”.
António Filipe afirmou ainda que a esquerda “não está derrotada” e reiterou a confiança na justeza da sua candidatura. Perante o atual contexto internacional, marcado por conflitos e ameaças de guerra, considerou essencial que o próximo Presidente da República esteja alinhado com os princípios constitucionais da resolução pacífica dos conflitos.
Questionado sobre declarações que defendem o envio de tropas portuguesas para o exterior, o candidato rejeitou essa abordagem, afirmando que os problemas globais não se resolvem com ameaças militares. Defendeu, pelo contrário, o reforço da diplomacia e da cooperação internacional, sublinhando a necessidade de “coragem para lutar pela paz” e de investir os recursos públicos na melhoria das condições de vida dos portugueses.
A campanha de António Filipe termina com um jantar de apoiantes em Loures.










