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Home Editorias Ciência

Arqueólogos revelam novas pistas sobre a vida (e a morte) de William Shakespeare

Redação O Tablóide por Redação O Tablóide
26 de abril de 2020
Reading Time: 4 mins read
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Arqueólogos revelam novas pistas sobre a vida (e a morte) de William Shakespeare

RafkinsWarning / DeviantArt

William Shakespeare

Novas investigações arqueológicas revelam detalhes desconhecidos da vida e da morte daquele que é conhecido como o maior escritor de sempre da língua inglesa, William Shakespeare.

Contents
A casa de ShakespeareÀ procura do Bardo

William Shakespeare é amplamente considerado como um dos maiores autores de todos os tempos e uma das pessoas mais importantes e influentes de sempre. Os seus trabalhos escritos (peças de teatro, sonetos e poemas) foram traduzidos para mais de 100 idiomas.

Há também um desejo de aprender mais sobre o próprio homem. Inúmeros livros e artigos foram escritos sobre a vida de Shakespeare. Estes foram baseados principalmente na análise académica dos seus trabalhos e no registo oficial associado a ele e à sua família. A popularidade e o legado de Shakespeare perduram, apesar das incertezas na sua história de vida e do debate em torno da sua autoria e identidade.

A vida e os tempos de William Shakespeare e da sua família também foram recentemente revelados por novos métodos arqueológicos e tecnologias interdisciplinares em New Place (a sua casa de família demolida há muito tempo) e no seu local de sepultamento na Holy Trinity Church.

As evidências recolhidas dessas investigações pelo Centro de Arqueologia da Universidade de Staffordshire fornecem novas ideias sobre os seus interesses, atitudes e motivações, e mostram como a arqueologia pode fornecer mais evidências tangíveis.

Atribuir objetos a Shakespeare é difícil. Todas as suas posses conhecidas, como as mencionadas no seu testamento, já não existem. Um anel de ouro, inscrito com as iniciais W.S., é considerado por alguns o objeto mais significativo usado pelo poeta, apesar da sua procedência questionável.

A casa de Shakespeare

A maior e mais cara posse de Shakespeare era a sua casa, New Place. As evidências, obtidas através de recentes investigações arqueológicas, fornecem informações quantificáveis sobre os processos de pensamento de Shakespeare, a sua vida pessoal e o seu sucesso comercial.

O próprio edifício foi perdido no século XVIII, mas o local e os seus restos foram preservados sob um jardim. Erguido no centro de Stratford-upon-Avon mais de um século antes de Shakespeare o comprar em 1597, desde o seu início, era impressionante em termos arquitetónicos.

Os materiais de construção utilizados, a sua estrutura primária e a reconstrução posterior podem ser usados como evidência das escolhas deliberadas e cuidadosamente consideradas feitas por Shakespeare e a sua família.

Shakespeare concentrou-se na aparência externa da casa, instalando uma longa galeria e outros enfeites arquitetónicos, como era esperado de um ambicioso e próspero cavalheiro da época. Muitas outras características medievais foram mantidas e o salão provavelmente foi mantido como a peça principal da casa.

À procura do Bardo

Evidências dos bens pessoais, dieta e atividades de lazer de Shakespeare, da sua família e dos habitantes de New Place foram recuperadas durante as investigações arqueológicas, revolucionando o que entendemos sobre o seu dia a dia.

Uma exposição online, a ser disponibilizada no início de maio de 2020, apresenta artefactos digitalizados em 3D recuperados em New Place. Estes objetos, alguns dos quais podem ter pertencido a Shakespeare, foram escolhidos para caracterizar o desenvolvimento cronológico e as atividades realizadas no local.

O acesso aberto a estes objetos virtuais permitirá a disseminação destes importantes resultados e o potencial de outros continuarem a investigação.

As evidências arqueológicas recuperadas de investigações não invasivas no cemitério de Shakespeare também foram usadas para fornecer mais evidências da sua crença pessoal e familiar.

Várias lendas foram atribuídas ao cemitério de Shakespeare. Entre elas, havia dúvidas sobre a presença de uma sepultura, o seu conteúdo, histórias de roubos de sepulturas e sugestões de uma grande cripta familiar. O trabalho confirmou que existem sepulturas rasas individuais por baixo das lápides e que os vários membros da família Shakespeare não foram enterrados em caixões, mas em simples mortalhas.

A análise concluiu que o túmulo de Shakespeare tinha sido invadido no passado e que era provável que o seu crânio tivesse sido removido, confirmando os rumores.

Ainda há muito que não sabemos sobre a vida de Shakespeare, por isso é uma aposta segura que os arqueólogos continuem a investigar novas evidências. As técnicas arqueológicas podem fornecer informações quantificáveis que não estão disponíveis na pesquisa tradicional de Shakespeare. Mas, assim como outras disciplinas, a interpretação – baseada nas evidências – será essencial para desvendar os mistérios que cercam a vida (e a morte) do maior escritor da língua inglesa.

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