Riade, Arábia Saudita – Mensagens de texto enviadas a telemóveis alertaram os residentes da região leste para uma ameaça aérea iminente antes de o perigo ser considerado neutralizado. Pouco depois, testemunhas oculares relataram estrondos junto a uma infraestrutura da Aramco.
As detonações ocorreram horas após Yahya Sarea, porta-voz militar dos huthis, ter prometido alvejar a sede da petrolífera estatal em Dammam e uma refinaria em Riade. A investida funcionou como retaliação aos bombardeamentos executados pela coligação liderada pelos sauditas no território iemenita.
Na capital, a população também ouviu uma forte explosão durante a noite, precedida por avisos oficiais sobre um ataque hostil no espaço aéreo. A coligação militar justificou os raides aéreos em Sana, Saada e Dhamar como acções para neutralizar estruturas que sustentam o esforço de guerra rebelde contra o reino e as rotas marítimas do Mar Vermelho.
Em paralelo, Rashad al-Alimi, presidente do Conselho de Liderança Presidencial do Iémen, classificou como irreversível a ofensiva militar Alvorada do Iémen contra os xiitas huthis. Durante uma intervenção televisiva alusiva ao 63.º aniversário da revolução de 14 de outubro, o líder iemenita acusou o grupo apoiado pelo Irão de prolongar o conflito e condenou as recentes acções contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, sublinhando que a segurança saudita permanece ligada à estabilidade regional.









