Lisboa, Portugal – A cerimónia de tomada de posse decorreu no Ministério da Administração Interna a 13 de outubro, sob a presidência do primeiro-ministro, Luís Montenegro. O superintendente-chefe Pedro Moura assumiu a liderança da Polícia de Segurança Pública, tornando-se no terceiro diretor nacional a ocupar o cargo num período de três anos, substituindo Luís Carrilho, que exercia funções desde maio de 2024. Anteriormente, Moura desempenhava o cargo de coordenador-geral da Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros do Sistema de Segurança Interna, para o qual tinha sido nomeado em 2024.
No discurso inaugural, o novo dirigente apresentou cinco compromissos fundamentais para orientar a sua gestão. O primeiro foco reside nos efetivos da instituição. O responsável defendeu a valorização profissional através de formação contínua, melhoria das condições laborais, apoio social e salvaguarda do bem-estar, sublinhando que a carreira policial precisa de se tornar mais atrativa para reter talentos. Neste âmbito, prometeu manter diálogo com as estruturas sindicais.
A digitalização e a redução de burocracias constituem o segundo vetor estratégico, visando converter a força de segurança numa estrutura dotada de maior agilidade operacional. O terceiro ponto prende-se com a reorganização territorial, de modo a adaptar os recursos humanos e materiais às alterações demográficas e ao crescimento urbano registados no país.
O quarto compromisso passa por consolidar a instituição como uma força inclusiva, direcionada tanto para os cidadãos nacionais como para a comunidade estrangeira em expansão em território português. O dirigente destacou que a segurança no acolhimento representa um ativo estratégico fundamental, exigindo uma atuação pautada pelo respeito pelos direitos humanos e pela proximidade empática.
Por fim, o quinto eixo foca-se na sustentabilidade a longo prazo. O plano prevê a implementação de um quadro integrado de transformação institucional para o horizonte temporal entre 2027 e 2030, estruturando prioridades e projetos destinados a garantir a continuidade das reformas para além dos ciclos de comando.










