Uma dúzia de objetos identificados como materiais explosivos artesanais foi apreendida na residência de um homem de 66 anos, detido no último domingo sob a suspeita de preparar o homicídio do primeiro-ministro polaco Donald Tusk. A descoberta foi confirmada à imprensa por Piotr Skiba, porta-voz do Ministério Público, durante uma conferência na qual detalhou o material recolhido pelas autoridades.
As investigações revelaram que esferas metálicas encontradas dentro de uma granada de atordoamento funcionavam, na prática, como componentes destinados a engenhos explosivos semelhantes a granadas de fragmentação. Além do arsenal localizado na habitação, o suspeito — cuja identidade foi limitada a Krzysztof N. devido às leis locais de proteção da privacidade — tentou recrutar outros cidadãos que já possuíam armas para concretizar a alegada conspiração contra governantes do país.
O homem enfrenta agora um total de nove acusações formais, entre as quais sobressai a tentativa de projeto para derrubar pela força autoridades do Estado. Perante os investigadores, o suspeito optou pelo silêncio, recusando-se a prestar esclarecimentos e negando a prática dos crimes de que é alvo. Caso o tribunal considere provada a culpa, a moldura penal prevê uma pena de prisão que pode oscilar entre dois e 15 anos.
Este desenvolvimento ocorre num momento em que a Polónia, integrante da União Europeia e da NATO situada na linha da frente do flanco leste, mantém os níveis de segurança elevados e em estado de alerta máximo. O clima de tensão no país tem sido agravado por uma recente vaga de incidentes violentos envolvendo ataques com arma branca.










