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Home Editorias Cultura

Exposição online “Os últimos sobreviventes suíços do Holocausto”

Redação O Tablóide por Redação O Tablóide
21 de março de 2022
Reading Time: 3 mins read
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“Muitos sobreviveram porque alguém decidiu fazer a coisa certa”

Centenas de sobreviventes do Holocausto vivem na Suíça. Alguns deles foram retratados por fotógrafos suíços em 2016. A ideia era mostrar os rostos desses homens e mulheres, marcados por suas vidas e experiências notáveis. Os retratos, juntamente com filmes e textos, foram reunidos em uma exposição intitulada “Os últimos sobreviventes suíços do Holocausto”, que agora também está disponível online.
Em 27 de janeiro de 1945, as tropas do Exército Vermelho libertaram os prisioneiros de Auschwitz-Birkenau. Depois, centenas de sobreviventes do Holocausto chegaram à Suíça. Anita Winter fala sobre eles.

swissinfo.ch: A senhora conhece muitos sobreviventes do Holocausto que vivem na Suíça. Saberia dizer exatamente quantos?
Anita Winter: Estima-se que existam várias centenas. Não há números exatos porque alguns não se identificam como sobreviventes. Muitos preferem o anonimato. Depois de tudo que viveram, é compreensível.

Setenta e sete anos se passaram desde a libertação de Auschwitz-Birkenau e o número de testemunhas está diminuindo. O que desaparece com elas?
Sim, as testemunhas estão diminuindo. Elas relataram horrores inconcebíveis, que viram com seus próprios olhos. Isso é extraordinariamente importante, assim como a própria narração desses acontecimentos. Estamos, portanto, num momento decisivo na transmissão do conhecimento sobre o Holocausto. Os sobreviventes estão agora nos passando ‘o bastão da memória’. Não podemos agradecer-lhes o suficiente por terem encontrado a força para nos contar suas experiências e memórias, mesmo que algumas dessas experiências sejam indescritíveis.  

Na Suíça, está prevista a construção de um monumento sobre o Holocausto. Isso é algo importante para os sobreviventes?
Sim, com certeza. Eles querem um lugar de lembrança, mediação e alerta. Isso está claro em todas as conversas. O antissemitismo não afeta apenas os judeus. Se reconhecermos que o ódio cria um clima tóxico, um terreno fértil para o extremismo em geral e, assim, põe em perigo nossa democracia e nosso Estado de direito, devemos combatê-lo hoje e não amanhã. Os sobreviventes nos advertem: “Já vimos do que as pessoas são capazes”. 

O antissemitismo ganhou força durante a pandemia. As velhas teorias de uma elite secreta estão circulando novamente. Isso preocupa os sobreviventes?
Sim, muito. Frequentemente eu sinto o seu medo. Muitos quase previram isso no início da crise do coronavírus. “Há uma crise chegando e pode ser que nos prejudiquem e nos culpem novamente”. É simplesmente devastador. Já ouvi essa frase várias vezes.

O que se pode fazer sobre isso?
Essa é a grande questão. A melhor coisa a se fazer é educar e continuar educando. Identificar asfake news como tais e lutar contra a desinformação. E há, de fato, uma lição a ser aprendida com o destino de todos os sobreviventes. Quase todos eles sobreviveram porque, em algum lugar, uma pessoa boa fez a coisa certa na hora certa. Cada um de nós pode fazer a diferença.

‘Os últimos sobreviventes suíços do Holocausto’, uma exposição da sua fundação (Fundação Gamaraal), foi exibida em Nova York, Singapura e Israel. Quais foram as reações?
A resposta tem sido impressionante, inclusive na Suíça. O que nos toca especialmente é a reação das crianças de origem migrante. Muitos encontram semelhanças com suas próprias vidas. Deslocamento e fuga são temas que essas crianças muitas vezes conseguem entender melhor por causa de suas experiências. Sempre fiquei impressionada com a reação das crianças nas escolas. Quando os sobreviventes falam de suas experiências nas escolas, os celulares são esquecidos e tudo fica em silêncio.

E o que contam os sobreviventes?
Eles falam sobre o tempo antes da guerra, sobre como ela começou. Contam como foram privados de seus direitos e humilhados, como sobreviveram ao Holocausto e como foram suas vidas depois. Obviamente, isso exige muita força. Para essas pessoas, a guerra não terminou em 1945. Até hoje ela está presente.

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