Lisboa, Portugal – Os aforradores portugueses investiram 120 milhões de euros nos Certificados do Tesouro Série 5 durante os primeiros sete dias de comercialização. Este dado foi confirmado por Joaquim Miranda Sarmento, Ministro de Estado e das Finanças, durante uma audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública. Segundo o governante, a introdução deste instrumento financeiro tem gerado pressão sobre as entidades privadas, incentivando a subida das taxas de remuneração oferecidas aos particulares.
Caraterísticas dos novos títulos de dívida
A Série 5 dos Certificados do Tesouro apresenta-se ao mercado com um prazo de maturidade fixado em 10 anos, garantindo o capital investido aos subscritores. O modelo prevê taxas de juro crescentes ao longo do período, oferecendo ainda a possibilidade de resgate antecipado após o término do primeiro ano. Este produto destina-se, fundamentalmente, aos cidadãos que procuram estratégias de poupança com um horizonte de médio prazo para a gestão do seu orçamento familiar.
Durante a sua intervenção parlamentar, o ministro analisou o atual panorama macroeconómico do país, destacando uma trajetória favorável em diversos indicadores. O responsável pela pasta das Finanças sublinhou que a redução da dívida pública e a descida da carga fiscal têm sido determinantes para melhorar a credibilidade de Portugal perante os mercados internacionais. Este desempenho tem sido validado pelas agências de rating, o que se traduz numa maior procura pela dívida nacional e, consequentemente, num alívio dos custos de financiamento estatal.
Aceleração económica e rendimentos
Relativamente ao desempenho do segundo trimestre, o governante destacou sinais claros de dinamismo, salientando a aceleração simultânea do consumo interno, do investimento privado e das exportações. O setor do turismo mantém uma trajetória de crescimento sustentado, acompanhado por uma taxa de desemprego que se situa atualmente abaixo do patamar dos 6%. Além disso, os dados apontam para uma subida expressiva das remunerações em termos reais, que o ministro considera ser o valor mais elevado registado desde a adesão à Zona Euro.
A conjugação entre este crescimento salarial e as reduções aplicadas no IRS permitiu uma valorização superior a 10% do rendimento disponível das famílias nos últimos dois anos. No âmbito da gestão das contas públicas, o Governo realçou a importância da simplificação fiscal e da reforma do contencioso tributário. Foram ainda mencionadas medidas específicas de combate à fraude no setor dos combustíveis e a criação do novo fundo destinado a fazer face a sismos e catástrofes naturais.











