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Home Economia

Gás natural pode transformar Moçambique no “Qatar de África” (se os jihadistas deixarem)

Redação O Tablóide por Redação O Tablóide
3 de abril de 2020
Reading Time: 5 mins read
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Gás natural pode transformar Moçambique no “Qatar de África” (se os jihadistas deixarem)

ONGAWA Ingeniería para el Desarrollo Humano / Flickr

Baía de Pemba em Cabo Delgado, Moçambique

A descoberta de gás natural em Moçambique é vista como uma grande esperança para o país que, à boleia dos avultados investimentos que está a receber de grandes multinacionais, sonha tornar-se no “Qatar de África”. Mas depois de uma guerra civil de 15 anos, os ataques de grupos jihadistas são a nova ameaça ao país.

A descoberta de gás natural na costa de Cabo Delgado, província situada a norte de Moçambique, na fronteira com a Tanzânia, está a levar à injecção de milhões de dólares em Moçambique. Empresas multinacionais como a norte-americana Exxon Mobil e a italiana Eni estão a explorar aquela que pode ser a “maior reserva de gás natural de África“, segundo a The Economist.

Esta riqueza natural é vista pelo Governo de Moçambique como um factor fundamental para dar impulso económico ao país. De tal forma que a The Economist chega a salientar que Moçambique pretende tornar-se no “Qatar de África”.

Mas os planos do Governo estão a ser complicados por grupos jihadistas. Nos últimos tempos, têm ocorrido vários ataques com jovens armados e com slogans islâmicos a queimarem aldeias e a decapitarem pessoas, apoderando-se de aldeias e chacinando as autoridades do Governo.

Em Março, um grupo de jihadistas que pode ter ligações a movimentos islâmicos da Somália tomou conta da vila de Mocímboa da Praia, apoderando-se de uma base militar. Foi o primeiro ataque destes rebeldes de inspiração islâmica a uma localidade maior, com potencial estratégico.

Este conflito na província de Cabo Delgado já matou dezenas de pessoas, com episódios de decapitações, torturas e raptos que levaram mais de 100 mil pessoas a fugirem das suas casas, segundo o o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

A resposta do Governo perante esta ameaça tem sido incipiente e só tem agravado ainda mais a revolta, com o recurso a “recrutas mal treinados, polícias agressivos e mercenários russos”, como avança a The Economist.

A organização não governamental Human Rights Watch acusa as autoridades de estarem envolvidas em casos de espancamentos e de execuções a tiro. Uma “brutalidade” que só agrava a revolta da minoria muçulmana que ocupa, sobretudo, uma zona no norte do país que tem sido “negligenciada” pelo Governo.

A “marginalização” será, aliás, o grande rastilho para este desenvolvimento de pequenos grupos jihadistas. Sem “atacar” a situação de pobreza e desigualdade da província, o Governo não conseguirá estancar os ataques, acredita a The Economist.

Um relatório da unidade de análise da revista britânica, denominada Economist Intelligence Unit (EIU), conclui que o “desenvolvimento das fábricas para a exploração de gás” em Cabo Delgado está “ameaçado pela crescente presença militar de grupos islamitas, incluindo o movimento local Ansar al-Sunna e, cada vez mais, afiliados locais do Estado Islâmico”.

Os analistas da EIU consideram, no seguimento de um acordo entre os Governos da Noruega e de Moçambique para o desenvolvimento sustentável da exploração de gás no país, que “os ataques militantes aumentaram em severidade e frequência durante o ano passado, e é provável que continuem, mesmo com as forças de segurança estatais a debaterem-se para os conter”.

“As causas subjacentes da insurgência são multifacetadas, mas as limitadas oportunidades económicas e a frustração popular sobre o alto nível de corrupção, assim como a fraca gestão orçamental a nível estatal lançaram as sementes para o descontentamento generalizado”, analisa ainda a EIU.

Moçambique assinou com a Noruega um acordo que prevê que o país nórdico o auxilie ao nível da gestão das futuras receitas de gás natural. O Governo moçambicano discute a criação de um fundo soberano para a gestão das receitas petrolíferas. A Noruega, que tem o maior fundo soberano do mundo, está a prestar ajuda neste âmbito. Os dois países colaboram há mais de 40 anos nos âmbitos da energia e da saúde.

Está previsto que as exportações de gás natural de Moçambique arranquem a partir de 2022, no âmbito de mega-explorações na bacia de Rovuma. A expectativa é de que Moçambique se torne, na próxima década, num dos 10 principais produtores mundiais de gás natural.

Covid-19 coloca país em estado de emergência

Moçambique entrou, nesta quinta-feira, 2 de Abril, em estado de emergência, por 30 dias, acrescentando a proibição de todos os eventos e o fecho de alguns estabelecimentos às medidas que têm vindo a ser tomadas para prevenir a pandemia de Covid-19.

O país admite impor a limitação de circulação e limitar as entradas nas fronteiras, “desde que se verifique um aumento exponencial de casos de contaminação”.

Oficialmente, Moçambique tem oito casos de infectados e não conta ainda com mortes.

Entretanto, nesta sexta-feira, o Parlamento moçambicano aprovou o Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2020-2025, com os votos a favor da Frelimo, partido no poder, e os votos contra da Renamo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), da oposição.

O PQG prevê uma taxa de crescimento médio de 5,5%, mas as contas foram feitas antes da pandemia do coronavírus. O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, já reviu em baixa essa previsão, apontando antes para 2,2% num cenário pessimista e 3,8% num cenário optimista. O plano para cinco anos de governação poderá, assim, sofrer mudanças.

O MDM já definiu o plano do Governo como uma “catástrofe”, considerando que vai manter Moçambique como um dos países mais pobres do mundo. “Não há neste PQG nada de concreto e exequível para tirar o país da situação calamitosa em que se encontra”, refeiu o deputado Fernando Bismarque.

Já a Frelimo, o partido do Governo, considerou que “o programa assegura a redução da pobreza e desigualdades sociais e promove um ambiente favorável ao investimento público e privado para um crescimento económico sustentável“, como sublinhou o deputado Abdul Gafur Issufo no Parlamento.

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