A nomeação foi oficializada por meio de despacho inserido no Diário da República. O dirigente máximo da direção executiva da entidade estatal Património Cultural, João Soalheiro, assim como os adjuntos Filipe Silva e Ana Catarina Sousa, foram ratificados, via concurso público, para os postos que já desempenhavam na organização em caráter provisório.
A definição dos integrantes da direção executiva do Património Cultural encontra-se confirmada num despacho divulgado esta sexta-feira no Diário da República, assinado pela titular da pasta da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, com efeitos válidos a partir de 24 de julho.
O académico João Soalheiro havia sido indicado como dirigente principal da direção executiva em julho de 2024, pela então responsável ministerial Dalila Rodrigues, sucedendo ao projetista João Carlos dos Santos. A nomeação deu-se a título interino. João Soalheiro apresentou candidatura à função no processo seletivo promovido pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP), tendo agora a sua escolha sido confirmada pelo Executivo.
Idêntico percurso seguiu a adjunta do Património Cultural, a especialista em História Ana Catarina Sousa, também designada na mesma época e em moldes semelhantes aos de João Soalheiro, tendo igualmente participado no concurso da CReSAP.
O trajeto profissional do administrador Filipe Campos Silva apresenta diferenças. Foi indicado como vice-coordenador dessa estrutura em abril do corrente ano, igualmente de forma transitória, ocupando o posto de Ângelo Silveira, que solicitou o término das suas funções.
Filipe Campos Silva também concorreu ao certame da CReSAP, tendo sido escolhido pela atual gestora da pasta da Cultura. João Soalheiro, Ana Catarina Sousa e Filipe Campos Silva foram nomeados para a direção executiva por um mandato de cinco anos.
Em 2024, os primeiros tempos de atuação de João Soalheiro à frente do Património Cultural foram marcados por controvérsia, após uma queixa não identificada apresentada por colaboradores, apontando alegados comportamentos impositivos e intimatórios.
A Inspeção-Geral das Atividades Culturais instaurou uma investigação sobre a conduta funcional de Soalheiro, que foi posteriormente arquivada devido à ausência de “elementos que sustentassem qualquer atitude ou diretriz ilegal”.
A entidade estatal Património Cultural é uma estrutura recente, criada a partir da reorganização da antiga Direção-Geral do Património Cultural, concluída em janeiro de 2024. O encerramento dessa anterior direção originou ainda a empresa pública Museus e Monumentos de Portugal, atualmente sob a coordenação de Alexandre Pais.










