A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) apelou para que a proibição de deslocações entre concelhos exclua as reservas em estabelecimentos hoteleiros feitas antes do anúncio da medida.
“É necessário acautelar que as poucas reservas efetuadas para esse período possam ser concretizadas, permitindo aos hóspedes deslocar-se dos seus concelhos de origem para aqueles onde os estabelecimentos se localizem”, defendeu o presidente da AHP, Raul Martins.
Segundo a AHP, o anúncio da medida aprovada pelo Conselho de Ministros causou “imensa perturbação e cancelamentos” junto de alguns estabelecimentos hoteleiros, nas “reservas previstas de pequenos grupos, nacionais e estrangeiros”.
A AHP diz já ter feito chegar à secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, as suas preocupações e propõe que se permita uma exceção a quem apresente um comprovativo de reserva nos hotéis, em data prévia ao anúncio da medida.
“Depois de termos concluído que estamos a enfrentar uma previsível quebra de dormidas neste ano que pode chegar a 46,6 milhões, e a uma perda de receita da ordem de 3,6 mil milhões de euros, seria uma inconsciência não segurar as poucas oportunidades que ainda temos”, acrescentou Raul Martins.
A AHP sublinha a importância de “um generalizado cumprimento das regras que permitam controlar o crescimento da pandemia”, mas considera que isso não pode ser feito às custas do “sacrifício cego das poucas unidades hoteleiras e trabalhadores que lutam por manter as portas abertas”.
Pouco mais de uma semana após o Conselho de Ministros ter anunciado o regresso do estado de calamidade, devido ao aumento de casos de contágio pelo novo coronavírus, foi aprovada, em 22 de outubro, a proibição de circulação entre concelhos do continente, durante o fim de semana correspondente ao Dia de Finados, estando previstas medidas semelhantes às da Páscoa.







