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Home Editorias Ciência

Já sabemos o que a vida na Terra respirava antes de haver oxigénio

Redação O Tablóide por Redação O Tablóide
1 de outubro de 2020
Reading Time: 2 mins read
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Visscher et al., Nature, 2020

Tapete microbiano La Brava

Há milhares de milhões de anos, muito antes de existir oxigénio em quantidades abundantes na Terra, um dos mais famosos venenos existentes – o arsénico – poderá ter sido o composto que fez a vida respirar no nosso planeta.

Uma equipa de cientistas estudou uma faixa roxa de micróbios fotossintéticos no deserto do Atacama, no Chile, mais especificamente num lugar conhecido como La Brava. O oxigénio é completamente ausente neste lago hipersalino.

“Trabalho com tapetes microbianos há cerca de 35 anos. Este é o único sistema na Terra onde pude encontrar um tapete microbiano que prevaleceu na ausência de oxigénio”, disse o geocientista Pieter Visscher, da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, citado pelo Science Alert.

Os tapetes microbianos, que se fossilizam em estromatólitos, são abundantes há pelo menos 3,5 mil milhões de anos, sendo que durante os primeiros mil milhões de anos da sua existência não havia oxigénio disponível para a fotossíntese. Os cientistas não sabem como é que estas formas de vida sobreviveram nestas condições extremas, mas, analisando os estromatólitos e extremófilos de hoje, deparam-se com várias possibilidades.

O ferro, o enxofre e o hidrogénio foram propostos como possíveis substitutos do oxigénio, mas a descoberta da “arsenotrofia” nos lagos hipersalinos Searles e Mono da Califórnia fez com que o arsénico também se tornasse num bom candidato. Aliás, ao contrário do ferro e do enxofre, o arsénico já foi um modo válido de fotossíntese no período Pré-Cambriano.

As formas de vida de La Brava assemelham-se a uma bactéria roxa de enxofre chamada Ectothiorhodospira sp., que foi recentemente encontrada num lago rico em arsénico no Nevada, nos Estados Unidos. Esta forma de vida faz a fotossíntese oxidando o composto de arsenito para produzir uma forma diferente: o arseniato.

Os investigadores precisam de mais pesquisas para comprovar que os micróbios de La Brava também também metabolizam arsenito, mas os cientistas descobriram que a água corrente ao redor dessas esteiras está carregada de sulfeto de hidrogénio e arsénico.

Se os micróbios da Laguna La Brava estiverem a “respirar” arsénico, estas formas de vida seriam as primeiras conhecidas a fazê-lo num tapete microbiano permanente e completamente ausente de oxigénio. O artigo científico com os resultados da investigação foi recentemente publicado na Communications Earth and Environment.


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