O arranque de Portugal no Campeonato do Mundo ficou muito longe das expectativas iniciais. Um empate a uma bola contra o Congo deixou um travo amargo, revelando uma equipa que, apesar de ter controlado a posse de bola, raramente soube traduzir esse domínio em perigo real junto da baliza contrária.
O lado direito do ataque nacional foi um foco constante de problemas. João Cancelo esteve longe da sua habitual acutilância, exibindo uma inconsistência pouco comum tanto no momento de subir no terreno como na hora de fechar os caminhos defensivos. Bernardo Silva, num dia simbólico pela notícia da sua transferência para o Real Madrid, acabou por ser uma sombra do jogador que conhecemos. O médio nunca conseguiu assumir o comando da partida, perdendo-se entre passes falhados e uma entrada dura que lhe custou o cartão amarelo, sendo este o seu único contributo mais visível.
Os congoleses deram o primeiro sinal de alerta logo aos 11 minutos, com Wissa a testar a atenção de Diogo Costa num remate de pé esquerdo que passou perto do alvo. Portugal reagiu seis minutos depois, num lance em que Nuno Mendes esteve muito perto de desfazer o nulo, valendo ao Congo um corte providencial de Wan-Bissaka.
O cenário mantinha-se previsível: Portugal circulava o esférico, mas Cristiano Ronaldo vivia tempos de solidão. Isolado entre os centrais adversários, o capitão viu-se privado de jogo útil, com a equipa a falhar sistematicamente o último passe para o interior da grande área.
Quando o descanso se aproximava e parecia que a vantagem lusa estava assegurada, a desconcentração custou caro. Num contra-ataque rápido, os congoleses forçaram dois pontapés de canto sucessivos. Na segunda oportunidade, Masuaku desenhou um cruzamento preciso que encontrou Wissa desmarcado. O cabeceamento certeiro ditou o empate, castigando uma seleção nacional que, visivelmente, tinha perdido o fôlego a meio da primeira parte.









