O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu esta segunda-feira o Presidente da República eleito, António José Seguro, no Palácio de Belém, em Lisboa, num encontro que se prolongou por cerca de três horas e meia. O Presidente eleito chegou a Belém pouco antes das 16h00 e, à saída, não prestou declarações à comunicação social.
António José Seguro entrou no Palácio de Belém alguns minutos antes das 16h00, tendo sido acolhido à entrada pelo chefe da Casa Civil do Presidente da República, Fernando Frutuoso de Melo.
De seguida, Marcelo Rebelo de Sousa cumprimentou-o na Sala das Bicas, onde ambos trocaram um prolongado aperto de mão perante os jornalistas, seguindo depois para o gabinete oficial do chefe do Estado.
Decorridas exatamente três horas, o Presidente eleito deixou o Palácio de Belém sem falar aos órgãos de comunicação social. Marcelo Rebelo de Sousa acompanhou-o novamente até à Sala das Bicas, onde se despediram, pouco antes das 19h30.
Esta audiência teve lugar no dia seguinte à eleição de António José Seguro, antigo líder do PS, como Presidente da República, na segunda volta das eleições presidenciais, em que alcançou cerca de 67% dos votos, frente a André Ventura, presidente do Chega. Na noite de domingo, Marcelo Rebelo de Sousa felicitou o sucessor por telefone e desejou-lhe “as maiores felicidades e sucessos para o mandato que os portugueses lhe confiaram”, com início previsto para dentro de um mês.
Numa nota divulgada no portal oficial da Presidência da República, o chefe do Estado manifestou a António José Seguro “total disponibilidade para garantir a transição institucional” e anunciou que o receberia “para esse efeito” às 16h00 no Palácio de Belém.
Em meados de dezembro, o Presidente da República tinha anunciado a intenção de convidar o sucessor para um almoço no Palácio de Belém no dia seguinte à eleição, “para entregar a pasta da transição e, se necessário, esclarecer matérias do plano interno e do plano internacional”.
Na ocasião, o chefe do Estado referiu ainda que, à semelhança do que aconteceu consigo, o futuro Presidente disporia de um espaço de trabalho no Palácio de Queluz entre a eleição — fosse na primeira volta, a 18 de janeiro, ou na segunda, a 08 de fevereiro — e a tomada de posse, marcada para 09 de março, já devidamente preparado.











