O Tabloide Portugal
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
Nenhum Resultado
Ver Resultado
O Tabloide Portugal
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
Nenhum Resultado
Ver Resultado
O Tabloide Portugal
Nenhum Resultado
Ver Resultado
Home Politica

Na Europa, só os gregos aplicam menos recursos em Saúde que Portugal

Tales Santos Vieira por Tales Santos Vieira
12 de setembro de 2025
Reading Time: 5 mins read
A A
0

O sistema nacional de saúde enfrenta sério risco devido à escassez de clínicos. Portugal é um dos Estados da União Europeia em que o Governo menos investe por cidadão na área da saúde e onde o encargo das famílias mais cresce. Costa e Medina ignoram que muitas patologias que antes eram mortais agora são doenças persistentes ou de sobrevivência prolongada, mas que exigem mais testes, fármacos, operações e também mais tempo clínico.

Contents
Portugal aplica menos verbas em Saúde que os seus parceirosInvestimento em Saúde entre os mais reduzidos da UEPortugueses arcam com mais custos próprios

Na sua campanha para justificar a recusa em garantir a recuperação do poder aquisitivo das remunerações dos profissionais de saúde e, nomeadamente, dos médicos, cuja compensação média líquida perdeu entre 2011 e 2023 mais de 30% do seu poder de compra, segundo dados da própria DGAEP, Costa/Medina/Pizarro têm multiplicado declarações em que revelam, deliberadamente ou não, ignorância.

Segundo eles, “o problema do SNS não é a ausência de dinheiro, mas sim de gestão”, como se fosse uma verdade única e absoluta. Talvez porque estejam convencidos de que uma mentira repetida se transforma em realidade. Mas como explicar que, em setembro de 2023, a dívida do SNS a fornecedores privados tenha atingido 2.303,2 milhões de euros e, ainda assim, se afirme que o problema não é financeiro? A verdade é que a situação crítica atual resulta de dois fatores – financiamento insuficiente e má organização –, mas sem recursos monetários a reestruturação do SNS não será viável.

No seu ataque aos médicos, com o objetivo de virar a opinião pública contra eles, Costa/Medina/Pizarro partem de um pressuposto errado: que nada mudou no setor da Saúde e que os atos clínicos continuam iguais aos de há 10 ou 15 anos. Isso é falso. Qualquer pessoa que acompanhe a evolução sabe que, todos os anos, há mudanças na forma de tratar a doença.

Enfermidades outrora quase sempre fatais, como leucemias, mielomas múltiplos, linfomas, cancros (mama, pulmão, melanomas malignos), bem como problemas de cardiologia de intervenção (angioplastias), eletrofisiologia e insuficiência cardíaca, hoje podem ser controladas graças a novos medicamentos e equipamentos médicos. Isso prolonga a vida, mas consome mais consultas, testes, procedimentos complexos e tempo médico.

Quem acompanha de perto a evolução nesta área, como tive oportunidade no conselho diretivo da ADSE, percebe rapidamente as mudanças profundas nas tecnologias médicas (remédios, dispositivos, etc.) e nos procedimentos cirúrgicos (minimamente invasivos, robótica, etc.), que reduzem danos para os doentes e aceleram a recuperação, mas exigem mais competências e dedicação por paciente.

Só assim foi possível, em Portugal, aumentar a esperança de vida ao nascer (de 68,4 anos em 1975 para 80,96 em 2022) e reduzir a mortalidade infantil (de 10,8 para 2,6 por mil no mesmo período). Esses ganhos são verdadeiras conquistas civilizacionais, hoje em risco por falta de quadros clínicos no SNS. Comparar o orçamento do SNS de 2015 com o de 2023 e concluir que o problema não é dinheiro, ignorando a evolução dos cuidados de saúde, é enganar os portugueses.

Portugal aplica menos verbas em Saúde que os seus parceiros

Ao contrário do que Costa/Medina/Pizarro pretendem fazer crer, a despesa pública em saúde por residente continua muito abaixo da de outros países da UE, como mostram dados da OCDE.

Em 2022, esse gasto em 10 de 11 nações analisadas era superior ao português, entre 1,3 e 3,6 vezes. Só a Grécia fica abaixo, devido às circunstâncias da “troika”. Além disso, os números portugueses estão artificialmente inflacionados, já que incluem subsistemas como a ADSE, que na verdade é um encargo privado, custeado totalmente pelos beneficiários (3,5% sobre salários e pensões).

Apesar disso, o aumento da despesa pública por habitante entre 2015 e 2022 foi inferior ao da maioria dos países. Portugal, em vez de convergir, está a divergir nesta área. Para 2024, o orçamento do SNS representa apenas 1.380 euros por residente – confirmando a estagnação.

Investimento em Saúde entre os mais reduzidos da UE

Com exceção da Grécia, Portugal é o Estado que menos canaliza recursos para a saúde dos seus cidadãos. Entre 2015 e 2022, em todos os anos, foi o país que menor parcela do PIB destinou ao setor (em média, menos de 6,2%). Embora tenha subido de 5,8% para 6,7%, continua inferior ao de grande parte da Europa.

Esse investimento é essencial não só para o bem-estar populacional, mas também para o aumento da produtividade, indispensável ao crescimento económico e ao desenvolvimento nacional.

Portugueses arcam com mais custos próprios

Entre 2011 e 2023, o poder aquisitivo da remuneração líquida dos médicos caiu 36,3%. Qual outro trabalhador suportaria tal redução? Ao desvalorizar os salários clínicos e recusar recuperar o poder de compra perdido, o Governo está a afastar mais profissionais do SNS, a enfraquecer o sistema, a favorecer o setor privado da saúde e a limitar ainda mais o acesso dos cidadãos aos serviços médicos.

Tudo isto para reduzir rapidamente a dívida pública, com o aval de Marcelo, como ficou claro em declarações recentes.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
Tags: devidoescassezeuropagregos aplicammenos recursosOtabloide PTPortugalsaúde enfrentasaúde quesério riscosistema nacional
Post Anterior

Eletricidade em Portugal: entre o apagão e a fatura que todos pagamos

Próximo Post

CPI aprova quebra de confidencialidades de ‘Careca do INSS’ e federação que tem irmão de Lula como dirigente

Posts Relacionados

Chega propõe ampliar Dia da Defesa Nacional para cinco dias e incluir “avaliação militar”
Politica

Ventura afirma que consenso na lei laboral depende mais do Governo do que do Chega

André Ventura anuncia que Chega e Governo vão reunir-se para discutir fim do visto prévio
Politica

André Ventura anuncia que Chega e Governo vão reunir-se para discutir fim do visto prévio

Ministra do Ambiente defende modelo de gestão partilhada da bacia do Mondego
Politica

Ministra do Ambiente defende modelo de gestão partilhada da bacia do Mondego

Conselho Nacional do PSD aprova com uma abstenção diretas a 30 de maio e Congresso a 20 e 21 de junho
Politica

Conselho Nacional do PSD aprova com uma abstenção diretas a 30 de maio e Congresso a 20 e 21 de junho

Vice-ministro venezuelano desloca-se a Portugal para reforçar relações bilaterais
Politica

Vice-ministro venezuelano desloca-se a Portugal para reforçar relações bilaterais

Governo assume disputa da Azul e assegura que privatização da TAP não será condicionada
Politica

Governo assume disputa da Azul e assegura que privatização da TAP não será condicionada

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

19 + cinco =

Outras Notícias!

Chega propõe ampliar Dia da Defesa Nacional para cinco dias e incluir “avaliação militar”

Ventura afirma que consenso na lei laboral depende mais do Governo do que do Chega

André Ventura anuncia que Chega e Governo vão reunir-se para discutir fim do visto prévio

André Ventura anuncia que Chega e Governo vão reunir-se para discutir fim do visto prévio

Ministra do Ambiente defende modelo de gestão partilhada da bacia do Mondego

Ministra do Ambiente defende modelo de gestão partilhada da bacia do Mondego

Conselho Nacional do PSD aprova com uma abstenção diretas a 30 de maio e Congresso a 20 e 21 de junho

Conselho Nacional do PSD aprova com uma abstenção diretas a 30 de maio e Congresso a 20 e 21 de junho

Vice-ministro venezuelano desloca-se a Portugal para reforçar relações bilaterais

Vice-ministro venezuelano desloca-se a Portugal para reforçar relações bilaterais

  • Ciência
  • Cultura
  • Famosos
  • Justiça
  • Politica
  • Sociedade
  • Tecnologia
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
Tel +351 939 895 955 - (Chamada para rede móvel nacional)

© 2024 - O Tabloide Portugal. Todos os direitos reservados. Periodicidade Registrada (Semanal) – N.º ERC 127422.

Nenhum Resultado
Ver Resultado
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial

© 2024 - O Tabloide Portugal. Todos os direitos reservados. Periodicidade Registrada (Semanal) – N.º ERC 127422.