Vila Nova de Gaia, Portugal – O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, sublinhou em Vila Nova de Gaia a importância estratégica das instituições mutualistas para a promoção da justiça e da harmonia nacional. Durante as celebrações dos 850 anos do movimento em Portugal, o governante realçou que estas organizações surgiram de uma vontade genuína da população em colaborar, fundando-se em pilares essenciais como a confiança, a assistência mútua e o exercício pleno da cidadania.
De acordo com o líder do Executivo, a génese do mutualismo reside na premissa fundamental de não permitir que nenhum cidadão fique desamparado perante as dificuldades da vida. Para o governante, a prosperidade e a estabilidade democrática de um país estão diretamente ligadas à capacidade coletiva de assegurar a dignidade humana. O historial multissecular deste setor tem sido vital para a sustentabilidade da assistência social, do setor da saúde e do auxílio a populações em situações de especial fragilidade.
Colaboração entre Estado e setor social
Luís Montenegro manifestou a intenção do Governo em manter uma colaboração estreita com estas entidades para otimizar a gestão das instituições e promover um uso mais racional do erário público. O governante valorizou ainda o papel desempenhado pela União das Mutualidades como interlocutora privilegiada, facilitando um diálogo produtivo que conduz, muitas vezes, a medidas concretas para melhorar o bem-estar dos portugueses.
No âmbito do reforço financeiro, foi lembrada a decisão recente de duplicar a consignação de IRS destinada ao setor social. Este movimento faz parte de uma estratégia maior, que visa a implementação de uma futura lei de financiamento destinada a conferir a estabilidade e a segurança jurídica necessárias para que estas instituições planeiem a sua atividade a longo prazo com serenidade.
Apostas prioritárias nas pessoas
O foco das mutualidades abrange áreas fulcrais como o acolhimento em creches, a educação pré-escolar e o apoio contínuo aos idosos, bem como a assistência a cidadãos com deficiência ou vítimas de situações violentas. Luís Montenegro enfatizou a urgência de garantir que, desde tenra idade, o país ofereça as ferramentas necessárias para o pleno desenvolvimento individual. O investimento educativo e social, realizado logo no início da vida, é apontado pelo primeiro-ministro como o motor principal para o progresso económico e a qualidade de vida coletiva.
Uma perspetiva de confiança futura
Ao encerrar a sua intervenção na conferência, o Primeiro-Ministro traçou uma ponte entre o passado histórico do mutualismo e a esperança num futuro comum mais equilibrado. Estas organizações, através do combate persistente às carências e à pobreza, continuam a ser pilares insubstituíveis para manter a união social. O governante terminou manifestando o seu reconhecimento pela história do movimento, reiterando o compromisso de manter um canal de comunicação aberto, fundamentado na transparência, na responsabilidade mútua e na procura incessante pelo bem comum.











