Arouca, Portugal – O combate às chamas em Arouca deixou um rasto de angústia. Três dos quatro operacionais que sofreram um grave acidente na madrugada de quarta-feira, enquanto seguiam para o teatro de operações, lutam agora pela vida na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira. O balanço clínico, partilhado pela Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga na quinta-feira, dia 20 de agosto, é severo.
A situação inspira cuidados extremos. Um dos feridos foi alvo de intervenção cirúrgica e mantém um prognóstico muito reservado, enquanto um segundo elemento inspira preocupação acrescida devido à gravidade do seu estado. O quarto bombeiro, pertencente à corporação dos Voluntários de Arouca, também necessitou de cirurgia, mas encontra-se a ser acompanhado pelo serviço de Ortopedia na Urgência, apresentando um quadro mais estável do que os seus colegas.
O acidente, que chocou a comunidade, aconteceu quando a viatura em que viajavam se despistou e caiu numa ravina com 150 metros de profundidade. O incidente marcou o combate a um fogo de grandes dimensões que deflagrou às 21h50 de segunda-feira, em Bouceguedim, na freguesia de Moldes. As chamas alastraram-se com rapidez, estendendo-se ao município vizinho de São Pedro do Sul e chegando a envolver mais de 600 operacionais no terreno, divididos por quatro frentes ativas.
A presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, fez o ponto de situação sobre a área ardida, que estima rondar os 1.300 hectares. Embora o incêndio tenha sido finalmente dado como dominado durante a manhã de quinta-feira, o foco das atenções da autarca permanece nos operacionais hospitalizados. Belém endereçou publicamente uma mensagem de força às famílias e aos profissionais, reconhecendo a dificuldade do momento que o concelho atravessa.










