Bangquecoque, Tailândia – A recuperação hospitalar de Suvicha Salaibatr será imediatamente seguida por um processo judicial que o pode colocar atrás das grades durante uma década. O empresário, proprietário do bar-restaurante Rong Beer Na Lat Phrao, acabou de sair da unidade de cuidados intensivos e é apontado pelos investigadores como o único suspeito da tragédia que, a 12 de julho, tirou a vida a 37 pessoas no norte de Banguecoque.
O mandado de captura já foi emitido pelas autoridades lideradas pelo investigador Isara Na Phatthalung, que aguardam apenas a autorização dos médicos para notificar formalmente o arguido. Salaibatr enfrenta um total de seis acusações criminais, entre as quais se destacam a negligência com resultado de morte e a exploração de um espaço de entretenimento sem a devida licença de atividade. Caso venha a ser considerado culpado em tribunal, a moldura penal aplicável ao crime de negligência prevê uma pena que pode ascender aos dez anos de prisão.
O violento incêndio que devastou o popular estabelecimento começou no teto falso, na sequência de um curto-circuito, de acordo com as perícias realizadas no local. A grande maioria das vítimas mortais não resistiu à inalação de fumo denso enquanto tentava encontrar uma saída do edifício em chamas. Para além das vítimas mortais, o sinistro causou dezenas de feridos graves, muitos dos quais continuam internados, tal como aconteceu com o proprietário.
Fiscalização deficiente sob escrutínio
Este desastre volta a expor as graves falhas na aplicação das normas de segurança nos espaços de diversão noturna na Tailândia. O cumprimento da legislação nestes locais de lazer é frequentemente negligenciado, propiciando incidentes desta escala. O caso evoca o trágico precedente de 2009, quando um fogo semelhante numa discoteca de Banguecoque provocou a morte a 67 pessoas e ferimentos em mais de duas centenas.










