O candidato presidencial André Ventura criticou neste sábado outros candidatos à Presidência da República por, segundo ele, procurarem “travar” a nova Lei da Nacionalidade “na secretaria”. Para o líder do Chega, adiar a entrada em vigor do diploma significa manter o país “pior do que já está”.
Ventura afirmou que adversários como António José Seguro, Henrique Gouveia e Melo e Marques Mendes defendem o adiamento por terem perdido o debate no Parlamento e agora tentarem “ganhar burocraticamente”, através de pedidos de fiscalização ao Tribunal Constitucional. O candidato insistiu que a lei “não é perfeita”, mas resultou do “consenso possível”.
As críticas surgem após António José Seguro ter defendido que leis com “grande sensibilidade”, como a da Nacionalidade, devem ter “o maior apoio possível” e evitar “marcas ideológicas conjunturais”. Ventura rebateu afirmando que o adiamento equivale a dizer que o país “está bem como está”.
O candidato apoiado pelo Chega também voltou a criticar Marcelo Rebelo de Sousa, acusando-o de falta de firmeza por enviar a lei ao Tribunal Constitucional e por sua postura durante as comemorações dos 50 anos da independência de Angola, em Luanda, que classificou como “humilhação”.










