O presidente do Chega, André Ventura, afirmou nesta sexta-feira (31) que o primeiro-ministro pretende manter a ministra da Saúde no cargo “para ter um para-raios e se proteger a si próprio”, em referência ao caso da morte de uma grávida no Hospital Amadora-Sintra.
Em declarações à imprensa, Ventura criticou a postura do Governo, alegando que há uma tentativa de fuga às responsabilidades políticas diante das falhas no sistema de saúde.
“O primeiro-ministro quer manter esta ministra por uma questão de para-raios — ter alguém que seja o alvo de todos os problemas para se proteger a si próprio. Além disso, o Governo quer fugir às suas responsabilidades, e isso é inaceitável. Um Governo deve assumi-las e garantir que vai fazer melhor”, afirmou o líder do Chega.
Ventura classificou o caso da grávida como mais um episódio que “mostra a desorientação total” do setor da saúde, dizendo que o Executivo age como se nada tivesse acontecido.
“Parece que morra quem morrer, fique sem atendimento quem ficar, o Governo nunca assume responsabilidades. A senhora ministra acha que pode continuar o seu trabalho sem jamais responder por isso”, declarou durante uma visita a uma empresa no Montijo.
O caso, que gerou forte comoção e críticas à gestão hospitalar, reacendeu o debate sobre a crise no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a capacidade de resposta do Governo perante os problemas estruturais da rede pública.










