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Home Editorias Ciência

Além de sermos bons ouvintes, também deveríamos tentar comunicar com extraterrestres

Redação O Tablóide Por Redação O Tablóide
2 de abril de 2020
Reading Time: 3 mins read
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(CC0/PD) pxhere

Desde há muito tempo que os seres humanos são fascinados pela ideia de não estarmos sozinhos no Universo. Um cientista sugere que para além de tentar escutar sinais extraterrestres, deveríamos também investir em enviar mensagens a possíveis civilizações alienígenas.

Os cientistas estão constantemente a escutar o Espaço, à procura de possíveis sinais ou mensagens extraterrestres que sejam sinais de vida inteligente fora do nosso planeta. Num artigo de opinião publicado no blogue da Scientific American, o cientista Jerome H. Barkow sugere que para além de ouvirmos, também deveríamos tentar enviar mensagens a civilizações extraterrestres.

O especialista explica que pode haver muitas razões pelas quais ainda não detetamos outras espécies inteligentes na infinidade do Espaço. Uma das possíveis razões é que, tal como na Terra, os espécimes inteligentes podem não ter capacidades tecnológicas para comunicar connosco.

No outro extremo, há também a possibilidade das outras espécies inteligentes simplesmente não estarem interessadas em contactar connosco. O cientista sugere que esta é uma forte possibilidade, já que não somos suficientemente interessantes para eles, “pelo menos para já”.

“Estamos a aprender que ‘lar’ é mais amplo que o nosso planeta. Estamos a ficar rapidamente uma espécie espacial, com a tecnologia e o investimento necessários a serem gerados pela competição entre nações, bilionários e empresas”, diz Barkow.

“Hoje, ninguém antecipa encontrar organismos inteligentes e de alta tecnologia em qualquer lugar do nosso sistema planetário, mas procurar vida noutros planetas e nas suas luas facilita a aceitação de que a comunidade em que vivemos não termina nos arredores do sistema solar”, acrescenta.

E caso conseguíssemos comunicar com uma civilização extraterrestre, prossegue Barkow, seria uma conversa lenta. Isto porque, dada a eventual distância entre os dois, nem a velocidade da luz seria suficiente para manter uma conversa corrida.

O cientista escreve ainda que saber que muito provavelmente não estamos sós, faria de nós uma espécie moralmente melhor, “da mesma forma que a crença religiosa num ser omnisciente, invisível, mas atencioso, faz com que muitos de nós sigam códigos de conduta”.

Barkow sugere, assim, que tentemos comunicar com civilizações extraterrestres e não apenas fiquemos à escuta, à espera. Na sua ótica, seria útil “porque nos faz pensar na vizinhança, porque envolve bater nas portas das casas que podem estar vazias ou conter apenas os indiferentes, mas também pode, de facto, conter pessoas cuja boa opinião queremos cultivar”.

O especialista também parece não acreditar na hipótese de darmos de caras com extraterrestres hostis, ao estilo de “A Guerra dos Mundos”, de H.G. Wells.

“Se os extraterrestres estão tão empenhados em destruir outras espécies, porque é que eles já não estão aqui? Afinal, estamos a enviar ondas de rádio para o espaço desde a invenção do rádio”, escreve Barkow.

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