Gondomar, Portugal – O primeiro-ministro anunciou esta semana um pacote de medidas destinado a valorizar a classe de enfermagem, focando-se no aumento do número de profissionais em funções, na melhoria das condições remuneratórias e em alterações estruturais no Serviço Nacional de Saúde.
Reforço das equipas e retenção de talento
Durante a sua intervenção no VII Congresso dos Enfermeiros e no I Fórum Académico de Enfermagem, realizados em Gondomar, Luís Montenegro revelou que o Serviço Nacional de Saúde integra agora mais 2 126 enfermeiros do que o registado no final do ano passado. O governante sublinhou ainda uma tendência positiva na retenção de profissionais, evidenciada pela diminuição do número de enfermeiros que procuram oportunidades laborais fora de Portugal.
Novas carreiras e negociações em curso
A estratégia governamental passa pela implementação de 11 protocolos estabelecidos com diversos grupos profissionais da área da saúde. Estes acordos permitiram já avanços concretos ao nível dos salários e da atualização das carreiras. Paralelamente, decorrem negociações para a assinatura de um novo Acordo Coletivo de Trabalho, que pretende consolidar os direitos e as funções destes profissionais no sistema público.
Alterações na orgânica do setor
O executivo promoveu mudanças relevantes na gestão do sistema de saúde para dar maior voz à enfermagem. O Instituto Nacional de Emergência Médica, o INEM, passou a incluir um diretor de enfermagem no seu conselho diretivo, uma medida inédita na história da instituição. Além disso, foi recuperado o cargo de Chief Nursing Officer, que prestará apoio direto à Direção-Geral da Saúde, garantindo uma representação mais forte desta classe na tomada de decisões estratégicas para o país.











