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Home Editorias Ciência

Cerca de 97% dos alimentos destinados a crianças não são saudáveis

Redação O Tablóide por Redação O Tablóide
17 de novembro de 2020
Reading Time: 3 mins read
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clappstar / Flickr

Na correria do dia a dia, os alimentos industrializados passam por ser uma opção na alimentação das crianças. Contudo, os alimentos que supostamente foram feitos a pensar nelas, não são uma opção saudável e contribuem muito para a crescimento da obesidade infantil.

Uma das recomendações da Organização Mundial da Saúde para conter a obesidade infantil é proibir a comercialização de alimentos não saudáveis ​​dirigidos a crianças. A OMS reconhece que a publicidade influencia as preferências alimentares e os padrões de consumo da população infantil. Portanto, regulamentar esse marketing deve ser uma prioridade para os governos.

A comercialização desses produtos foi reconhecida na Europa como um dos fatores de risco que contribuem para a obesidade infantil e para o desenvolvimento de doenças não transmissíveis.

Neste sentido, o Governo espanhol anunciou medidas para tentar conter o enorme índice de obesidade e excesso de peso na população infantil. Uma delas é proibir a publicidade de alimentos não saudáveis ​​dirigida a menores de 15 anos.

Os últimos dados do Estudo ALADINO 2019 trouxeram mais uma vez à tona a enorme incidência de obesidade infantil em Espanha. 40% das crianças entre os 6 e os 9 anos sofrem desta condição no país vizinho. Estima-se que destes, 60% irão continuar a ter excesso de peso quando forem mais velhos.

Segundo a OMS, a promoção de alimentos e bebidas para crianças concentra-se principalmente em produtos ricos em gordura, açúcar ou sal.

Os resultados de um estudo da Universidade Miguel Hernández, que contou com mais de 3000 alimentos disponíveis no mercado espanhol, são bastante preocupantes. Dos 563 alimentos destinados a crianças, 97% foram classificados como não saudáveis.

Para além disso, 62% dos produtos eram ricos em gordura, 59% em açúcares livres, 45% em gordura saturada e outros 45% em sal.

De acordo com o The Conversation, os produtos destinados a crianças ou adolescentes apresentam pior qualidade nutricional do que os outros. Isso deve-se ao maior teor de energia, açúcares, sal e gordura saturada, e há fraca presença de proteína e fibra.

Em 2005, o Código PAOS nasceu em Espanha como uma forma de autor-regular a publicidade de alimentos e bebidas dirigida a menores. O código era voluntário e qualquer empresa de alimentos poderia aderir a ele.

Após 15 anos, o código PAOS mostrou-se totalmente ineficaz, principalmente devido ao seu caráter voluntário e à ausência de sanções. A verdade é que muitos estudos têm demonstrado o incumprimento por parte de empresas que se comprometeram voluntariamente a aplicá-lo.

Desta forma viu-se a necessidade de implementar um sistema regulatório para a publicidade de alimentos para crianças que garanta um alto grau de proteção aos menores. O Ministério do Consumidor espanhol propõe permitir a publicidade para crianças apenas no caso de alimentos considerados saudáveis.

A Food Standards Agency do Reino Unido foi a primeira instituição a desenvolver critérios para detetar alimentos ricos em gordura saturada, sal ou açúcar. O objetivo desse modelo de perfil nutricional foi reduzir a exposição das crianças à publicidade desses alimentos na televisão.

Por sua vez, o escritório regional da OMS na Europa (WHO-E) também desenvolveu o seu próprio modelo em 2015. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o ​​escritório regional da OMS no Mediterrâneo Oriental também seguiram estes passos. Entre as metas estava limitar a comercialização de alimentos não saudáveis ​​para crianças.

Como realça o The Conversation, os resultados de vários estudos mostram que a grande maioria dos alimentos destinados a crianças não são saudáveis, mas como as medidas voluntárias não são eficazes, são necessárias mais ações para garantir um alto nível de proteção à população infantil contra a comercialização de produtos não saudáveis.


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