O Tabloide Portugal
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
No Result
View All Result
O Tabloide Portugal
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
No Result
View All Result
O Tabloide Portugal
No Result
View All Result
Home Ciência

Dizer que há recursos para tudo é “mentir e desresponsabilizar as pessoas”, afirma médico intensivista

Redação O Tablóide Por Redação O Tablóide
10 de Novembro de 2020
Reading Time: 5 mins read
A A
0
Share on FacebookShare on Twitter

José Coelho / Lusa

Hospital de São João, Porto

O São João, no Porto, tem 14 “máquinas que substituem o coração e os pulmões”, 11 das quais alocadas à covid-19. Dizer que há recursos para tudo é “mentir e desresponsabilizar as pessoas”, disse o médico intensivista Roberto Roncon.

“Em pandemia é uma ilusão acharmos que temos os recursos ideais. Nunca vamos ter. Se perguntar se tenho os recursos ideais para o programa de ECMO [Oxigenação por Membrana Extracorporal], não. Mas também não temos para cuidados intensivos, nem para a urgência (…). Não podemos ter mais procura do que oferta. Dizer a verdade é uma forma de responsabilizar as pessoas”, referiu o especialista do Hospital de São João.

Em Portugal existem três centros hospitalares com resposta ECMO, a técnica que permite substituir temporariamente a função do coração e dos pulmões através de um circuito extracorporal, e que foi introduzida no país há 10 anos por causa da gripe A.

Com a covid-19, esta “espécie de tecnologia de ponta”, que era encarada como “técnica de resgate de última linha”, começou a ser aplicada “mais precocemente” em doentes que se encontram em cuidados intensivos.

O Hospital de São João já “resgatou” doentes dos Açores referenciados para ECMO e Lisboa, onde quer o Hospital São José, quer o Santa Maria têm reposta ECMO, já “veio buscar” ao Norte. Na sexta-feira, 13 das 14 camas ECMO (para todas as patologias) do São João estavam ocupadas.

Em entrevista à agência Lusa, o coordenador do Centro de Referência de ECMO do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) é claro e direto sobre a capacidade de resposta dos hospitais: “Dizer que é fácil e que vamos responder a todas as solicitações é contar a história da carochinha. Estamos num contexto pandémico”.

E nessa lógica de limitação de recursos a ECMO não é exceção. “Não posso garantir que iremos ter recursos para todos os doentes. Isso é mentir. Mas considero aceitável o tipo de resposta ECMO que estamos a dar quando comparada a países como a França, Alemanha, Espanha. E penso que a resposta que temos no Norte do país é muito aceitável”, indicou.

A ECMO, uma espécie de circuito de diálise, que no caso da covid-19 grave faz a substituição da função pulmonar, é acionada quando o tratamento convencional que inclui o ventilador não é suficiente.

O tempo que um doente necessita dessa técnica é “muito variável, mas na covid-19 é elevado” e esse, admitiu Roberto Roncon, “também é um dos fatores de preocupação” atuais porque “é raro o doente que precisa de menos de duas, três semanas de ECMO e existem casos de um ou dois meses”.

“Em termos de consumo de recursos isto é brutal”, admitiu.

Segundo Roberto Roncon, para garantir resposta a solução está na rede e não na generalização, até porque “os países que tentaram generalizar o ECMO tiveram resultados péssimos”.

Giuseppe Lami / EPA

O médico lembrou as razões clínicas e económicas que sustentam a tese de que “é preferível ter um centro que faz 100 casos por ano do que três centros que fazem 30”.

“A primeira razão clínica para não se generalizar é que não se deve levar a cabo uma técnica quando não se dispõe das especialidades cirúrgicas capazes de resolver as complicações. Ou seja, a razão é a segurança do doente. Para diminuir a taxa de complicações, é preciso ganhar experiência”, descreveu.

Entre outros aspetos, em causa está o facto deste circuito extracorporal exigir a introdução de cânulas (cateteres) de grande calibre no doente. Perante complicações, são necessárias cirurgias, como as cardíacas e as vasculares, que não existem em todos os hospitais.

“Pessoas com experiência fazem com que a taxa de complicação diminua. Faz sentido concentrar equipas e experiência (…). Mas um doente covid-19 grave vai morrer porque está num hospital que não tem ECMO? Ideia errada. Desde há cerca de 10 anos existe a miniaturização [máquinas compactas e portáveis] dos circuitos extracorporais. Pode-se ir buscar um doente a outra unidade hospitalar e levar a um centro de ECMO”, descreveu.

É o que acontece em Portugal. Na semana passada, quando o Hospital de Matosinhos referenciou uma doente para ECMO, o São José “veio” buscá-la.

“Curiosamente no dia seguinte o São João já teria mais folga. Mas se temos o privilégio de ter um SNS em que estas questões são fáceis de enquadrar (…), porquê correr o risco de esperar pelo dia seguinte? Nos Estados Unidos, por exemplo, não há rede e cada hospital tenta ser autossuficiente”, sustentou Roberto Roncon.

Critico de expressões como “milagre português” ou pragmático na análise sobre um “virar de página súbito do desconfinamento” entre a chamada primeira vaga e a aquilo que agora vê como um “planalto”, o especialista em medicina interna e medicina intensiva do CHUSJ respondeu à Lusa apontando o que acha ser necessário que as pessoas entendam.

“Para nós, um doente covid-19 não é um doente ‘vip’ (…). A população portuguesa pode continuar a contar connosco [profissionais de saúde]. Estamos cansados, mas não vamos desistir. As pessoas não vão ficar para trás. Já a outra parte dos recursos [os hospitais] responde quanto menos internados tiver e quanto menos internados, menos cuidados intensivos e menos necessidade ECMO”, frisou.

Professor auxiliar na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Roberto Roncon considerou que “é preciso cuidado com o discurso covidocêntrico” porque “a confiança para retomar a economia não se constrói só com discurso político, constrói-se com saúde pública controlada”.

Quanto ao chamado negacionismo que se espelha em movimentos antimáscaras, entre outros, “sem desvalorizar”, considerou que “não se lhes deve dar protagonismo”.

“Não temos um problema significativo de negacionismo em Portugal, temos é pessoas desesperadas. Sempre que falo com alguém que tenta negar alguma evidência científica faço sempre o mesmo convite: passar visita na minha unidade sem máscara. Até agora ninguém aceitou”, concluiu.


Previous Post

Operadoras de telecomunicações “funcionam em regime de oligopólio”, diz Anacom

Next Post

Restauração e alojamento perderam 49 mil empregos no 3.º trimestre

Posts Relacionados

man in blue dress shirt walking on hallway
Sociedade

Hospital Amadora-Sintra regista quase seis horas de espera para doentes urgentes

Street lined with parked cars and palm trees
Nacional

Barcelos prepara nova fase de mobilidade com mais autocarros e estacionamento pago

Sp. Braga joga presença europeia com Carlos Vicens a exigir ambição máxima frente ao Pančevo
Nacional

Incêndio na Póvoa de Lanhoso alastra para Vieira do Minho e desafia operacionais

Sp. Braga joga presença europeia com Carlos Vicens a exigir ambição máxima frente ao Pančevo
Nacional

Dezasseis estradas permanecem encerradas oito meses após o mau tempo do início do ano

majestic view of lisbon city under clear blue sky
Nacional

Portugal regista quebra de 74,7% na área ardida até meados de agosto face ao ano anterior

A água não é convencional
Saúde Pública

Governos sob pressão para assegurar água potável em todo o mundo após novas diretrizes da OMS

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

14 − 14 =

Outras Notícias!

Sp. Braga joga presença europeia com Carlos Vicens a exigir ambição máxima frente ao Pančevo

Eleições no Brasil terminam na primeira volta sem decisão e marcam duelo

Cristiano Ronaldo abandona estágio de Portugal na Dinamarca após crise com Jorge Jesus

shallow focus photo of hamburger

McDonald’s enfrenta a maior crise financeira desde 2002 com queda de 31% nas ações

Lula usa ouro colonial e Galeano para travar regras sobre terras raras

Sp. Braga joga presença europeia com Carlos Vicens a exigir ambição máxima frente ao Pančevo

Gonçalo Ramos garante triunfo de Portugal frente à Noruega numa noite de grande sufoco

  • Ciência
  • Cultura
  • Famosos
  • Justiça
  • Politica
  • Sociedade
  • Tecnologia
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
Tel +351 919 895 989 - (Chamada para rede móvel nacional)

© 2026 - Notícias de Portugal e do mundo é o que o Tabloide Portugal traz todos os dias para os seus leitores. Somos um portal dedicado a levar informação de qualidade, credibilidade e conteúdo relevante para quem quer estar sempre bem informado, em Portugal e além-fronteiras. Todos os direitos reservados. Periodicidade Registrada (Semanal) – N.º ERC 127422.

No Result
View All Result
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial

© 2026 - Notícias de Portugal e do mundo é o que o Tabloide Portugal traz todos os dias para os seus leitores. Somos um portal dedicado a levar informação de qualidade, credibilidade e conteúdo relevante para quem quer estar sempre bem informado, em Portugal e além-fronteiras. Todos os direitos reservados. Periodicidade Registrada (Semanal) – N.º ERC 127422.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist